
A assessoria do deputado Targino Machado (PPS/BA) encaminhou discurso proferido pelo parlamentar, nesta terça-feira (02/08/2017), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Conforme pronunciamento de Targino Machado, dois secretários do governo Rui Costa foram exonerados com a finalidade de reassumir aos mandatos parlamentares na Câmara dos Deputados, podendo votar favoravelmente à manutenção do presidente Michel Temer (PMDB/SP) no cargo, ou seja, negando autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) processasse criminalmente o presidente da República.
A crítica do deputado foi baseada em intensos comentários e matérias publicadas na imprensa, que informavam sobre a possibilidade dos secretários estaduais Fernando Torres (PSD) e Josias Gomes (PT), regressando ao parlamento, votarem a favor de Michel Temer. Na prática, ambos votaram pela autorização legislativa para que o STF julgasse criminalmente o presidente da República.
Neste contexto, observa-se que a maioria dos parlamentares da bancada que dá apoio ao Governo Rui Costa na Câmara dos Deputados seguiu a orientação de votar contra o Governo Temer e pela continuidade da ação criminal.
De forma contrária, agiram os deputados liderados do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que votaram pela manutenção de Temer no cargo de presidente.
Observando o cenário, pode-se levantar inúmeras especulações sobre a posição e o voto dos parlamentares. O que não se pode negar, é que, efetivamente, os deputados, na maioria liderados de Rui Costa, votaram contra Temer, enquanto, os deputados liderados de ACM Neto votaram a favor de Temer.
Neste contexto, infere-se que as críticas e o posicionamento do deputado Targino Machado entraram em harmonia com a ação política de Rui Costa, que rechaçou o apoio a Temer. Enquanto, na contraordem, um dos que contribuíram para “salvar Michel Temer” foi ACM Neto.
Seguindo a análise, especula-se que talvez o deputado possa explicar a expressão “esses ratos querem queijo!”, com relação aos liderados do prefeito de Salvador.
Observa-se, também, que o deputado ao equiparar criticamente, em discurso, Rui Costa e Jaques Wagner a Michel Temer errou. Diante da materialidade fática, talvez seja prudente que o Targino Machado repense o discurso e substitua os petistas pelo demista ACM Neto. Seria algo mais coerente.
Concluiu-se que o deputado Targino Machado deve reorganizar o discurso e fazer uma análise crítica da posição do neto do deputado do Golpe Civil/Militar de 1964, no tocante a condução dos liderados, durante o julgamento parlamentar da autorização para processo criminal contra Michel Temer.
Confira o discurso do deputado Targino Machado
Depois de um mês de recesso, volto para esta Casa consciente de que o mundo político está cada dia mais mau cheiroso! O governador Rui Costa exonerou dois dos seus secretários de estado, que são deputados federais: Josias Gomes e Fernando Torres, para assumirem o mandato e a ajudarem a barrar a denúncia por corrupção contra Temer. Isso é um absurdo!
Os dois deputados licenciados das secretarias e, provavelmente os outros ligados ao governador Rui Costa, vão se abster de votar. Darão quorum para ajudar Temer, e vão se abster de votar também para ajudarem Temer a se livrar do processo no STF.
Falam tão mal de Temer aqui, e na hora de tirar este infame da Presidência da República, agem ao contrário disto.
Isto ou é incoerência, ou é enganação com o povo, para não imaginar que também estão recebendo uma ‘verbinha’ do governo para agirem assim.
Rui Costa, Jaques Wagner e os seus deputados federais vão ajudar salvar a pele do satanás Michel Temer. Por que será isso?
Debaixo deste angu tem carne, no caso específico filé mignon dos bons!
De agora em diante os deputados da base do Governo, nesta Casa, não podem mais virem a esta Tribuna criticarem Temer, pois Temer, Rui Costa, Jaques Wagner e todos os outros corruptos dessa República são farinha do mesmo saco.
Na hora H é assim que funciona: bandido protege bandido!
Não esqueçam, baianos e baianas: Rui Costa está ajudando a salvar o Michel Temer do processo por corrupção no STF. Os deputados estão lá dando quorum e estou me referindo só a Josias Gomes e Fernando Torres que foram exonerados para irem a Brasília para ajudar Temer e na hora de votarem vão se abster e essa abstenção ajuda o infame Temer. Esses ratos querem queijo!
Confira como votaram os deputados federais da Bahia
Afonso Florence (PT) – NÃO
Alice Portugal (PCdoB) – NÃO
Antonio Brito(PSD) – NÃO
Antonio Imbassahy (PSDB) – SIM
Arthur Oliveira Maia (PPS) – SIM
Bacelar (PTN) – NÃO
Bebeto (PSB) – NÃO
Benito Gama (PTB) – SIM
Cacá Leão (PP) – SIM
Caetano(PT) – NÃO
Claudio Cajado (DEM) – SIM
Daniel Almeida (PCdoB) – NÃO
Elmar Nascimento (DEM) – SIM
Erivelton Santana (PEN) – SIM
Félix Mendonça Júnior (PDT) – NÃO
Fernando Torres(PSD) – NÃO
Irmão Lazaro (PSC) – NÃO
João Carlos Bacelar (PR) – SIM
João Gualberto (PSDB) – NÃO
Jorge Solla (PT) – NÃO
José Carlos Aleluia (DEM) – SIM
José Carlos Araújo (PR) – SIM
José Nunes (PSD) – NÃO
José Rocha(PR) – SIM
Josias Gomes (PT) – NÃO
Jutahy Junior (PSDB) – NÃO
Lucio Vieira Lima(PMDB) – SIM
Márcio Marinho (PRB) – SIM
Mário Negromonte Jr.(PP) – SIM
Nelson Pellegrino (PT) – NÃO
Pastor Luciano Braga(PRB) – SIM
Paulo Azi (DEM) – SIM
Paulo Magalhães (PSD) – NÃO
Roberto Britto (PP) – SIM
Ronaldo Carletto(PP) – AUSENTE
Sérgio Brito (PSD) – NÃO
Uldurico Junior (PV) – NÃO
Valmir Assunção(PT) – NÃO
Waldenor Pereira (PT) – NÃO
— Voto Sim: o deputado rejeita autorizar que o STF julgue criminalmente Michel Temer.
— Voto Não: o deputado autoriza que o STF julgue criminalmente Michel Temer.
— Abastecer de votar equivale a rejeitar autorização para que o STF julgue criminalmente Michel Temer.
— Resultado final: em 2 de agosto de 2017, 263 deputados votaram sim, 2 se abstiveram, 227 votaram não, com este resultado, a Câmara do Deputados negou autorização para que o STF julgue criminalmente o presidente Michel Temer (PMDB/SP).
O presidente Michel Temer foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República, ao STF, por suposto crime de corrupção, em conluio com executivos do Grupo J&F.
A tramitação da ação no STF dependia de autorização dos deputados federais, por maioria absoluta de 2/3, ou seja, 342 votos, dos 513.






