Ministério Público Eleitoral instaura inquérito para apurar propina recebida pelo prefeito ACM Neto proveniente da Odebrecht, informa revista Época; condenações podem tirar Democrata da disputa de 2018
Reprodução de nota da revista Época sobre investigação por crime eleitoral praticado por ACM Neto.
Reprodução de nota da revista Época sobre investigação por crime eleitoral praticado por ACM Neto.
Com data de publicação desta segunda-feira (06/11/2017), a coluna Expresso, veiculada na revista Época, revela que o Ministério Público Eleitoral da Bahia (MPEBA) instaurou inquérito com a finalidade de apurar o recebimento de propina por parte do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). A denúncia de recebimento de propina para campanha eleitoral de 2012 foi formulada por ex-executivos da Odebrecht, em acordo de delação premiada do Caso Lava Jato.
Conforme relato dos delatores André Vital Pessoa de Melo e Benedicto Barbosa da Silva Júnior, foi entregue em 2012, à preposto do prefeito ACM Neto, em decorrência de solicitação do mesmo, R$ 1,8 milhão. O recurso financeiro não contabilizado foi destinado à campanha eleitoral. Segundo os delatores, não se tratou de doação e sim de propina, porque o “investimento” do Grupo Odebrecht foi pago, posteriormente, com a obra de requalificação da orla da Barra, em Salvador.
Além da investigação por crime eleitoral promovida pelo MPE, o prefeito ACM Neto é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por crime comum, em decorrência dos mesmos fatos, conforme processo nº 0002585-43.2017.1.00.0000.
Campanha
Pré-candidato a governador em 2018, ACM Neto tem a candidatura comprometida em decorrências das investigações federais. Caso condenado, ficará fora da disputa do próximo ano.
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, com área de concentração em Cultura, Desigualdades e Desenvolvimento, pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). É Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e ex-aluno especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, sendo filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ – Registro nº 14.405), à Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ – Registro nº 4.518) e à Associação Bahiana de Imprensa (ABI-BA). É diretor e editor do Jornal Grande Bahia (JGB). Integra a Maçonaria regular, exercendo o cargo de Mestre Instalado da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Maçônica ∴ Harmonia, Luz e Sigilo, nº 46.