Eleições 2018: Milhares de camponeses dão início à ‘Marcha Nacional Lula Livre’

Manifestantes defendem ‘Lula livre! Lula presidente!’.
Manifestantes defendem ‘Lula livre! Lula presidente!’.
Manifestantes defendem ‘Lula livre! Lula presidente!’.
Manifestantes defendem ‘Lula livre! Lula presidente!’.

Em mais uma demonstração de resistência contra a prisão política de Lula e pelo seu direito de participar das eleições, cerca de 5 mil camponeses de todas as regiões do Brasil deram início nesta sexta-feira (10/08/2018) à Marcha Nacional Lula Livre, que percorrerá cerca de 50 quilômetros durante os próximos quatro dias.

Organizada pelo MST e pela Via Campesina, a iniciativa culminará com grande ato em Brasília no dia 15 de agosto, data em que o ex-presidente será registrado como candidato à Presidência da República. “A crise política que estamos vivendo é que nos trouxe até aqui. O governo que está aí é fracassado e vemos em Lula a pessoa certa para barrar os efeitos do golpe”, reitera Alexandre Conceição, da direção Nacional do PT.

O ponto de partida ocorreu simultaneamente nas cidades de Formosa (GO) e Luziânia (GO) e um terceiro grupo de manifestantes seguirá a partir da cidade de Engenho das Lages (DF). O encontro na capital federal ocorre no dia 14. A expectativa é que outras milhares de pessoas, entre representantes de movimentos sociais, comunidades campesinas, artistas e líderes políticos e sindicais se unam ao ato em Brasília.Além de fortalecer a resistência contra a prisão arbitrária de Lula, mantido injustamente na Polícia Federal de Curitiba há mais de 100 dias, a Marcha também reforça a pressão sobre os inúmeros ataques do golpista Temer aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

“A nossa marcha tem três grandes objetivos. O primeiro está no próprio nome da marcha. Como nós vamos justificar que aqui há democracia se Lula não disputar as eleições? O segundo é em defesa dos direitos da classe trabalhadora. Queremos levar a importância da reforma agrária no Brasil, ainda mais num momento em que a miséria voltou a assombrar a população. Por fim, queremos criar um projeto popular para o país”, explica Marina dos Santos, dirigente do MST.


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