Juizados Especiais de Feira de Santana são utilizados para perseguir jornalistas e censurar a Liberdade de Imprensa

A incompetência jurídica de alguns poucos promotores de justiça e de alguns juízes de primeiro grau, alinhado com o extremismo de direita e com doutrinas fascistas, têm conduzido a atos persecutórios contra jornalistas e a liberdade de expressão, que inclui a liberdade de imprensa. Os poucos tecnocratas, alinhados ao fascismo, violam conceitos elementares inscritos na Constituição Federal de 1988, além dos julgamentos ocorridos no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), a exemplo da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 130 (ADPF 130) e da jurisprudência formada no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), ao julgar o processo nº 0002263-61.2011.8.05.0080, através do voto da relatora desembargadora Lígia Maria Ramos Cunha Lima, reafirmando a ‘Liberdade de Imprensa’ como uma valor político/jurídico da sociedade, cujo direito abrange o de ser informada livremente, inclusive através de contundente crítica.

Estes poucos agentes políticos fingem desconhecer a existência do Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa, instituição vinculada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com atribuição legal de examinar casos de censura, processos contra jornalistas, e demais restrições à atividade jornalística em que o Judiciário pode atuar para garantir a liberdade de imprensa e o direito à informação.

Observa-se que as ações destes desqualificados agentes políticos terminam por contaminar a credibilidade dos magistrados de primeiro grau da Bahia e dos promotores de justiça do Ministério Público da Bahia (MPBA), categoria e instituição cuja maioria dos profissionais têm revelado devido conhecimento jurídico sobre os limites da atuação do Estado na interpretação dos textos jornalísticos, preservando a Liberdade de Imprensa como um valor jurídico da sociedade.

Observa-se, também, que esse alinhamento fascista, desinteligente, plutocrático e autocrático é resultado da debilidade jurídico/intelectual destes poucos agentes políticos que acreditam que podem usar o poder do Estado para perseguir intelectuais orgânicos da sociedade.

Por fim, infere-se que não é apenas a atividade jornalística e o bem jurídico da Liberdade de Expressão que é atacado por estes servidores públicos. São atacadas, também, em decorrência das ações deletérias que engendram, com a desqualificada e primária atuação jurídica na qual se pautam, as instituições das quais fazem parte.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.



Banner de Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.
Banner com tema Assine o JGB no Google.

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading