PGR pede informações sobre dinheiro depositado em conta da força-tarefa do Caso Lava Jato; ‘Fundação Lava Jato’ é forma sutil de apropriação de R$ 2,5 bilhões da Petrobras em benefício pessoal de agentes do Estado

Deputado Paulo Pimenta apresenta ofício da Caixa Econômica destinado à Deltan Dalagnol, procurador da República, em 14 de março de 2019.
Deputado Paulo Pimenta apresenta ofício da Caixa Econômica destinado à Deltan Dalagnol, procurador da República.
Deputado Paulo Pimenta apresenta ofício da Caixa Econômica destinado à Deltan Dalagnol, procurador da República, em 14 de março de 2019.
Deputado Paulo Pimenta apresenta ofício da Caixa Econômica destinado à Deltan Dalagnol, procurador da República.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu hoje (18/03/2019) que a Caixa Econômica Federal apresente informações sobre os valores que foram depositados na conta judicial aberta para receber os valores do acordo feito entre a força-arefa da Operação Lava Jato e a Petrobras para ressarcimento dos prejuízos causados a investidores dos Estados Unido pelos casos de corrupção na Petrobras.

O acordo foi suspenso na sexta-feira (15), a pedido de procuradora, pelo ministro Alexandre de Moraes. Na decisão, o ministro também bloqueou valores depositados na conta, que está vinculada à 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba. O montante é de aproximadamente R$ 2,5 bilhões, equivalente a US$ 680 milhões.

Segundo Dodge, o banco deverá fornecer informações sobre os rendimentos, taxas incidentes e forma de remuneração do valor. “A depender da alteração das regras de atualização monetária e dos rendimentos estabelecidas originariamente, poderá ocorrer uma perda significativa dessa correspondência, o que causará prejuízo ao interesse público”, diz a procuradora.

Em nota à imprensa, após a decisão do ministro, a força-tarefa da Lava Jato disse que pediu a suspensão do fundo antes mesmo do pedido feito por Raquel Dodge ao STF. Os procuradores também disseram que desde o início das tratativas para assinatura do acordo, a procuradora estava ciente sobre a negociação.

“No documento, ainda explicita-se que esta força-tarefa, desde o ano de 2015, quando começaram as tratativas, até depois da posse da atual procuradora-geral, informou a negociação oficialmente à procuradoria-geral da República por diversas vezes”, diz a nota.


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