
Em denso artigo com título ‘A graça divina de ter conhecido Santa Dulce dos Pobres, o Anjo Bom da Bahia’, publicado neste sábado (12/10/2019), o colaborador do Jornal Grande Bahia (JGB) e professor aposentado da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) Dr. Juarez Duarte Bomfim narra a experiência de ter conhecido Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (Irmã Dulce, Santa Dulce dos Pobres) na periferia de Salvador.
“Este que vos escreve foi por algumas vezes atendido por médicos e acadêmicos do Hospital Santo Antônio. Esses estudantes que estagiavam ali também desenvolviam a prática de auxílio ao próximo, aos mais necessitados. A saudosa Tia Júlia foi muito bem tratada de suas enfermidades crônicas de chagástica, por sua origem pobre em São Filipe – Bahia, região endêmica daquela terrível doença. Agradecida, Tia Júlia depunha elogiosamente sobre os cuidados recebidos pela gentil equipe do Hospital Santo Antônio. E assim foram muitos. Milhares, quiçá milhões de baianos e brasileiros que receberam a graça e a caridade de Santa Dulce dos Pobres”, diz Juarez Duarte Bomfim.
Trechos do artigo
— As ruas do bairro do Uruguai eram compostas de habitação proletária, constituídas por famílias com numerosos filhos. Subnutrição e alto índice de mortalidade infantil era a regra. As altas taxas demográficas, da época, faziam com que o desemprego do pai de família resultasse na carência alimentar de 8, 9 ou mais filhos.
— Foi neste ambiente de sujeira, miséria e fome que a freirinha de nome Irmã Dulce começou a sua missão de caridade e, tijolo por tijolo, edificou o Hospital Santo Antônio e sua vasta obra social.
— A caridosa freira visitava casa por casa do bairro do Uruguai, atendendo os necessitados. Os casos mais graves de saúde eram encaminhados para o pequeno hospital que ela fundara, com apoio de médicos voluntários e ajuda financeira de comerciantes locais.
— Na Bahia de todas as Santas, Inquices, Vodus e Orixás nasceu Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, ordenada como Irmã Dulce — que logo recebeu o epíteto de Anjo Bom da Bahia.
— Por 2 situações a Santa da Bahia adentrava a nossa casa paterna, e tivemos a suprema honra de, em algumas oportunidades, a caridosa freira sentar no humilde sofá da sala da modesta mansarda.
— Por volta das 14 horas, a freirinha passava lá em casa para buscar Bete na sua Kombi. Nesses momentos, tínhamos a graça de receber o seu darshan – darshan, em sânscrito, significa “visão divina”, quando se recebe a bênção de um ser superior apenas estando na sua presença. Essa visão é tão poderosa que purifica o pecador e queima parcialmente os seus pecados, acelerando o seu processo de evolução cármica.
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‘A graça divina de ter conhecido Santa Dulce dos Pobres, o Anjo Bom da Bahia







