Eleições 2022: Artistas reafirmam críticas ao extremista de direita Jair Bolsonaro e denunciam imposição de censura por meio de decisão do TSE; Poder Judiciário provoca desobediência civil com violação da Constituição

No próprio palco do evento e nas redes sociais, Anitta, Caetano Veloso, a banda Fresno, Djonga, Marcelo D2, BNegão, Marina Sena e Gloria Groove, entre outros, denunciam a ameaça de censura.
No próprio palco do evento e nas redes sociais, Anitta, Caetano Veloso, a banda Fresno, Djonga, Marcelo D2, BNegão, Marina Sena e Gloria Groove, entre outros, denunciam a ameaça de censura.

A reação dos artistas brasileiros à decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de censurar a manifestação da cantora Pabllo Vittar, que exibiu bandeira com a imagem do presidente Lula, extensiva a todo o festival Lollapalooza, foi imediata. No próprio palco do evento e nas redes sociais, Anitta, Caetano Veloso, a banda Fresno, Djonga, Marcelo D2, BNegão, Marina Sena e Gloria Groove , entre outros, se posicionaram. Na saída do palco, Lulu Santos também criticou a medida afirmando que “censura nunca mais”.

No domingo (27/03/2022), o ministro Raul Araújo, do TSE, tomou a decisão de vetar as manifestações monocraticamente (individualmente). Ele ainda estipulou multa de R$ 50 mil ao festival toda vez que houvesse desobediência da determinação. Araújo atendeu ação do PL, o partido de Bolsonaro. O Lollapalooza recorreu.

“A decisão liminar remete aos tempos sombrios da censura prévia, que se abatia sobre artistas e todos que se manifestavam pela democracia em nosso país”, denunciou o Partido dos Trabalhadores em nota divulgada ontem, em seu site oficial (veja a nota). A censura à imprensa e às artes em geral foi imposta ao país com o golpe militar de 1964 e, depois, radicalizada com a edição do AI-5, em 13 de dezembro de 1968.

“A luta pela democracia e liberdade de expressão custou o sacrifício e até a vida de brasileiros e brasileiras. E não teria sido vitoriosa sem a coragem de quem se manifestou contra o arbítrio, de quem expressou suas posições nos palcos ou nas ruas”.., afirma a nota saudando a coragem de quem se posiciona abertamente contra a censura.

A tentativa de Bolsonaro de calar as manifestações de protesto contra ele e seu governo devem esbarrar na posição do presidente do TSE, Edson Fachin. Nesta segunda-feira,  Fachin informou que pretende levar para julgamento do plenário da corte a decisão do ministro Raul Araújo de vedar manifestações políticas no Lollapalooza.

“Assim que o relator liberar para a pauta, irei incluir imediatamente”, informou o ministro. “A posição do tribunal será a decisão majoritária da Corte, cujo histórico é o da defesa intransigente da liberdade de expressão”, completou. É possível que o pleno do tribunal analise a decisão nesta terça-feira (29/03).


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.