Estar à altura do seu tempo. O filósofo Ortega y Gasset, no ensaio Misión de la Universidad, destacava que cada vez mais as universidades necessitam estar imbuídas do compromisso social. Atuar sob os signos da ética, integridade, transparência, excelência institucional e responsabilidade social. A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), que neste 31 de maio de 2022 completa 46 anos de existência, tem buscado promover, de forma integrada, a produção e difusão do conhecimento científico, tecnológico, artístico e cultural, e a formação de profissionais com valores éticos e pensamento crítico.
Nos últimos 46 anos, a universidade formou 25 mil estudantes em diversas áreas. São profissionais que hoje atuam em setores como educação, saúde, indústria e serviços. O reitor da Uefs, Evandro do Nascimento, lembra que muitos dos ex-alunos ocupam espaços importantes na própria academia, como professores e técnicos, no campo da política, em secretarias de estado e em ministérios, e que já atuaram como consultores da Organização das Nações Unidas. “A Uefs tem uma enorme contribuição propiciando que Feira e região tenham recursos humanos qualificados e com capacidade de liderança e de promover transformações na dinâmica social, cultural e econômica”, afirmou.
A Uefs tem 31 cursos de graduação e 37 de pós-graduação, mais de 10 mil estudantes matriculados e quase dois mil servidores. Para o reitor, o desafio da comunidade universitária é permanecer coesa, motivada e comprometida em um cenário adverso e com ataques à universidade pública e à ciência. “Nós precisamos estar mais do que nunca conscientes da necessidade de defender uma universidade pública, gratuita e inclusiva. Isso implica transformar vidas e consequentemente a realidade social. A universidade não pode perder de vista nas atividades de ensino, pesquisa e extensão, realizadas de maneiras indissociáveis, o compromisso único e permanente das condições da nossa sociedade”.
A celebração do aniversário da Uefs segue até esta terça-feira (31/05/2022) com atendimento ao microempreendedor individual, atividades terapêuticas, venda de livros através de sebo e da Uefs Editora, aplicação de vacinas contra a covid-19 e a gripe, para grupos específicos, testagem de covid-19, contação de histórias, orientações para servidores e comercialização de alimentos e artesanatos de agricultores que fazem parte da Feira Saberes e Sabores, que é promovida pela Incubadora de Iniciativas de Economia Solidária da Uefs.
Instituições públicas falham
Os dados objetivos demonstram que a patrimonialização do setor público por servidores promove o atraso econômico, social e político do Brasil.
Mesmo com remuneração de 5 a 20 vezes o que é pago para a mesma função no setor privado do país, os servidores apresentam baixo desempenho e qualidade insatisfatória na prestação de serviços à população. Esse dado consta em relatório do Banco Mundial, que aferiu os gastos públicos com servidores, quantificando o Brasil como um dos que pagam os mais elevados salários do mundo aos funcionários públicos e um dos que menos emprega.
Certamente, a UEFS tem o que comemorar, afinal, a trajetória de uma instituição não pode ser apenas medida pelo fracasso. Mas, observa-se que o alto custo financeiro pago pela sociedade não representou a formação de número substantivo de alunos, haja vista que ao dividir 25 mil alunos graduados nos 46 anos de atuação da UEFS, o resultado é de cerca de 550 alunos formados por ano, ao custo anual de cerca de R$ 260 milhões (Orçamento Anual da UEFS).
Em síntese, sem atualizações financeiras e projeção de mudança quantitativa ano a ano do número de alunos, mas levando em consideração o custo por aluno formado na média dos 46 anos, pode-se inferir que que cada um custou R$ 470 mil do orçamento destinado à UEFS, em valores atuais.
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