Narrativa da vitória: Projeto Coletivo | Por Robinson Almeida

Em 12 de outubro de 2022, milhares de pessoas estavam reunidas no Farol da Barra, em Salvador, para ouvir as principais lideranças do PT da Bahia e do Brasil, durante o segundo turno das Eleições. O evento foi avaliado como o maior comício realizado no Brasil durante o processo eletivo que concedeu vitória à Lula para presidente e Jerônimo Rodrigues, governador.
Em 12 de outubro de 2022, milhares de pessoas estavam reunidas no Farol da Barra, em Salvador, para ouvir as principais lideranças do PT da Bahia e do Brasil, durante o segundo turno das Eleições. O evento foi avaliado como o maior comício realizado no Brasil durante o processo eletivo que concedeu vitória à Lula para presidente e Jerônimo Rodrigues, governador.

Dizem que um raio não cai no mesmo lugar duas vezes. Como na Bahia sempre tem exceções, o raio 13 caiu pela terceira vez consecutiva nas eleições para governador. Primeiro foi Wagner em 2006, depois Rui em 2014. Agora, a vitória de Jerônimo coroa a consolidação de um projeto coletivo, de um jeito novo de fazer política, com democracia e inclusão social, testado e aprovado pelos baianos e baianas.

A vitória do grupo governista era possível diante de três premissas potenciais que acabaram se comprovando no decorrer da campanha: a estratégia de nacionalização da disputa; a força do projeto coletivo que governa bem a Bahia nos últimos 16 anos; e a performance positiva do candidato novo, Jerônimo Rodrigues.

O Brasil viveu e a campanha mais polarizada de todos os tempos. Como não poderia ser diferente, o debate nacional sombreou as questões regionais. Num estado onde Lula teve mais de 70% dos votos, a estratégia de nacionalizar a disputa, priorizando o tema da economia (fome, desemprego e renda) colocou a campanha de Jerônimo em sintonia com as principais preocupações do eleitor. Ao unificar as duas campanhas, em programa, símbolos e imagens, foi criada a ponte por onde trafegou a transferência de voto de Lula para Jerônimo, identificado como seu legítimo candidato na Bahia. A execução assertiva dessa estratégia política foi decisiva para a vitória.

O povo queria mudança no Brasil, mas o mesmo não pode ser dito em relação a Bahia. Os governos petistas sempre foram bem avaliados pela população. A aprovação de Rui e o legado extremamente positivo das gestões de Jaques Wagner possibilitaram a coesão de poderosa base política e eleitoral ao longo dos últimos anos.

Mesmo enfrentando dissidências, o grupo governista se apresentou robusto com mais de 300 prefeitos, ex-prefeitos, a maioria de deputados federais e estaduais, vereadores, movimentos sociais, sindicais, de mulheres, juventude, negro, quilombola, indígena, LGBTQIA+ e lideranças religiosas nos quatro cantos da Bahia. Foi esse projeto coletivo que abraçou o candidato apresentado há apenas seis meses da eleição e tornou Jerônimo o próximo governador da Bahia.

Por último, Jerônimo teve uma performance crescente no decorrer da eleição. Enfrentou a novidade da primeira candidatura com simpatia, inteligência e altivez. Nas ruas, comícios, encontros, entrevistas e embates, foi amadurecendo. Temperado no sal e na poeira da campanha, se impôs como candidato e convenceu o povo da sua capacidade de governar a Bahia. Entrou como uma aposta e fechou a eleição com uma retumbante vitória. Nasceu um novo líder na Bahia.

*Robinson Almeida, deputado estadual reeleito em 2022 pelo Partido dos Trabalhadores da Bahia.


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