Retratando o esquecido ambiente carcerário feminino, o espetáculo “Encarceradas”, do Grupo Recorte de Teatro, faz curta temporada, nos dias 04 e 05 de agosto de 2023, no Teatro do Cuca, em Feira de Santana, dentro do projeto Feira Tem Teatro. Os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla ou na bilheteria do teatro nos dias das apresentações.
“Numa sociedade machista onde a mulher busca direitos e ainda é oprimida, não é valorizada, existem aquelas esquecidas e abandonadas, as presas. Muitas histórias por trás das grades”, declara Fernando Souza, diretor e autor do espetáculo.
A montagem estreou em 2014, sendo a primeira peça do Brasil a dar voz e palco a um universo ainda pouco conhecido. De forma realista e espontânea o espetáculo quebra a quarta parede e convida o público a sentir junto com o elenco cada momento da narrativa, passeando entre risos, drama e muita emoção.
“O que as levou ao crime?” “Como é o dia a dia?” Essas são algumas das perguntas que “Encarceradas” busca responder, mostrando o abandono, a dor da saudade, da criminalidade, e contando diversas histórias que muitos nem imaginam existir.
O processo de construção do espetáculo foi de muita pesquisa e referências sobre o tema, como a leitura do livro “Prisioneiras”, de Drauzio Varella, e um laboratório detalhado durante visitas ao Complexo Penal de Feira de Santana, onde, no ano de 2017, o grupo retornou e apresentou o espetáculo na íntegra para as internas, entrando mais uma vez para a história, sendo a primeira vez em que uma obra completa é apresentada na unidade.
O elenco, que também fez um intenso trabalho de preparação em espaços reduzidos e com poucos materiais de higiene, é formado por Aníbal Bastos, Carol Acos, Cathy Arouca, Daiane Cruz, Elidiane Souza, Geisa Leite, Sara Barbosa e Tom Nascimento.
“Encontrei um grupo de atores corajosos para tratar de um assunto denso, polêmico e necessário. Além de levar entretenimento, Encarceradas me realiza por levar ao palco mais que uma peça de teatro, uma questão social. E, para mim, é muito importante entender a arte dessa forma”, declara Fernando.







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