O professor e pesquisador Márcio Pochmann assumiu oficialmente a presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (18/08/2023), em cerimônia realizada na sede do Ministério do Planejamento e Orçamento, em Brasília. A posse contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e marca um novo capítulo para a instituição após um período desafiador.
Em seu discurso de posse, Pochmann enfatizou a importância do papel do IBGE na orientação de políticas públicas para o Brasil e destacou a dupla função estratégica do instituto como espelho reflexivo da nação e bússola de movimento capaz de monitorar as trajetórias. Ele ressaltou que os resultados entregues pelo IBGE moldam os horizontes e expectativas dos brasileiros e que a rápida transformação digital e demográfica da sociedade brasileira requer uma abordagem mais ágil para as políticas de desemprego, pobreza, fome e desigualdade.
Pochmann também destacou o período de precarização do IBGE durante o governo anterior, elogiando a resistência dos servidores da instituição e apontando que o instituto voltou a ser valorizado com a mudança de governo. O novo presidente enfatizou a importância de um estado indutor de políticas públicas para enfrentar os desafios sociais e econômicos do país.
O histórico de Márcio Pochmann e sua visão econômica
Márcio Pochmann possui uma trajetória marcada por sua ligação com o Partido dos Trabalhadores (PT) e experiência em cargos públicos. Ele presidiu o Instituto Lula e a Fundação Perseu Abramo, além de ter comandado o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de 2007 a 2012. Candidato a prefeito de Campinas (SP) em duas ocasiões e coordenador do programa econômico de Fernando Haddad nas eleições de 2018, Pochmann traz uma visão alinhada ao desenvolvimentismo econômico e à valorização da indústria nacional.
Censo demográfico e desafios à frente
O IBGE, subordinado ao Ministério do Planejamento e Orçamento, enfrentou desafios recentes, incluindo a conclusão do Censo de 2022, que teve adiamentos e dificuldades de orçamento. Cimar Azeredo, funcionário de carreira que ocupou interinamente a presidência do instituto, ressaltou a qualidade comprovada do censo e a importância de manter o IBGE forte e isento de interferências políticas.
Com a entrada de Pochmann, espera-se um novo direcionamento para a instituição, com foco na recuperação e valorização da mesma, bem como no aprimoramento das estatísticas oficiais do país. Sua visão alinhada às políticas de desenvolvimento e igualdade social poderá influenciar a abordagem do IBGE nas áreas de economia, demografia, meio ambiente e mais, impactando diretamente a formulação de políticas públicas e tomadas de decisão no Brasil.
*Com informações da Agência Brasil.








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