A Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, fez um apelo ao Congresso pela aprovação da inclusão de despesas condicionadas no Orçamento de 2024. A ministra destacou que, após a alocação de recursos para despesas discricionárias praticamente obrigatórias, restam apenas R$ 55 bilhões para gastos diversos. Dentro deste valor, cerca de R$ 32 bilhões estão destinados a despesas que estão condicionadas à variação da inflação estimada para o próximo ano.
A ministra participou de uma audiência pública da Comissão Mista de Orçamento (CMO), onde discutiu o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 (PLN 4/23). A medida proposta visa aprimorar o planejamento financeiro do governo e garantir que despesas importantes estejam adequadamente provisionadas, mesmo em face das incertezas econômicas.
As despesas praticamente obrigatórias, que incluem o atendimento de pisos da Educação e da Saúde, novos pisos para investimentos, emendas impositivas e repasses para programas como o Censo e o Fundo Nacional da Criança e do Adolescente, já absorvem boa parte do orçamento. A ministra ressalta a importância de aprovar despesas condicionadas que permitam lidar com possíveis variações inflacionárias ao longo do ano.
Tebet destacou que deixar para reorganizar o Orçamento no final do ano pode ser extremamente complicado. “Que neste ano nós possamos já projetar as despesas e só iremos executá-las, obviamente, se no final do ano as projeções do mercado, Banco Central e do próprio Ministério da Fazenda se confirmarem. Ou seja, que lamentavelmente, no segundo semestre, nós teremos a inflação um pouquinho maior que a do primeiro semestre”, explicou.
A busca pela meta de déficit zero em 2024 é um desafio complexo, uma vez que a realização dessa meta depende de receitas em discussão no Congresso e na Justiça. Por outro lado, a equipe do governo está analisando a relação custo-benefício dos gastos atuais e avaliando áreas de potencial economia.
O deputado Alberto Mourão (MDB-SP) ressaltou a importância de avaliar os programas e gastos, a fim de evitar desperdício de recursos públicos. O relator da LDO 2024, deputado Danilo Forte (União-CE), também expressou preocupações sobre a obtenção das metas fiscais e incentivou a execução das emendas parlamentares. Ele propôs a criação de um cronograma de pagamentos para evitar atrasos e promover a transparência.
As discussões em torno do Orçamento de 2024 refletem a complexidade da gestão fiscal em um contexto de incertezas econômicas e políticas. A busca por equilíbrio nas contas públicas e a alocação eficiente de recursos permanecem como desafios cruciais para o governo e para o Congresso, visando a sustentabilidade financeira do país.
*Com informações da Agência Câmara de Notícias.








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