Necessidades humanitárias seguem crescendo na Ucrânia, alerta ONU

A coordenadora humanitária da ONU para Ucrânia, Denise Brown, falou a jornalistas na segunda-feira (31/07/2023) sobre a situação no país. Ela esteve em Odessa e Mykolaiv na última semana e destacou que as necessidades dos ucranianos têm aumentado.

Antes da entrevista a jornalistas, ela emitiu uma em nota contando que os ataques continuam nas principais cidades da Ucrânia, impactando, mais uma vez, os civis e a infraestrutura civil.

Ataques em Kryvyi Rih

Após os bombardeios em Kryvyi Rih, Denise Brown afirmou que a comunidade humanitária e as autoridades estão ajudando sobreviventes do ataque que danificou edifícios residenciais e outras infraestruturas civis na cidade, além de ter deixados mortos e feridos.

Segundo ela, as equipes também forneceram ajuda aos civis cujas casas foram atingidas em Dnipro.

Brown alerta que a invasão da Rússia continua causando destruição e a situação piora a cada dia que passa. Para ela, o direito humanitário internacional está sendo ignorado.

Porto de Odessa

Ela disse que Odessa é um importante local para as operações das Nações Unidas e para o trabalho humanitário em geral com muitos funcionários da ONU.

Ao comentar os ataques à Catedral de Odessa, na última semana, que fica em um local protegido, e foi parcialmente destruída, ela contou que as equipes da Unesco foram enviadas para avaliar as perdas.

A coordenadora humanitária ressalta que até o momento apenas 30% dos US$ 3,9 bilhões solicitados para a resposta do financiamento para atender a população foram recebidos.

Segundo o Escritório da ONU para Assuntos Humanitários, Ocha, a falta de financiamento dificulta as operações. Em algumas partes do sul, leste e norte do país, a resposta humanitária não conseguiu atingir mais de 25% das pessoas visadas, devido a uma combinação de escassez de financiamento e outros desafios operacionais.

Segundo o Ocha, com a escalada da violência, o apoio internacional será fundamental para garantir que os trabalhadores humanitários na Ucrânia possam continuar seu trabalho para ajudar as pessoas que tiveram as vidas prejudicadas pela guerra.

*Com informações da ONU News.


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