Tecendo palavras e silêncios | Por Luiz Holanda

O título do artigo ‘Tecendo palavras e silêncios é oriundo do título livro do desembargador Jatahy Júnior, a ser lançado em setembro próximo. Relacionado à pesquisa sobre Fake News e outras investigações no ambiente jurídico pátrio, o livro é uma análise jurídica no campo das informações, que é pleno de dúvidas e de interpretações. Nasceu de uma pesquisa de mestrado do magistrado na Universidade Federal da Bahia (UFBA). O prefácio é do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Reynaldo Soares da Fonseca, que, entre outros comentários, aduziu”  “O livro é uma eclosão de lampejos e intuições do seu florescimento como ser lançado no mundo da vida com tantos outros, seus atravessamentos afetivos primais tornados pensamentos expressos poeticamente e com a marca de uma ironia cortante e ridente, já despojada do peso inútil dos ressentimentos”. O autor escreveu o livro autorizado pela sua trajetória de vida.

Juiz há 36 anos, Jatahy vive em Salvador, onde fez e criou família. Escreveu e escreve artigos sobre direito publicados em revistas e jornais do país. Atualmente exerce a função de Corregedor na Corregedoria das Comarcas do Interior do TJBA, na qual se distingue por sua habitual competência. Foi vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), tendo exercido a presidência do órgão com o brilhantismo que lhe é peculiar. Seu trabalho foi reconhecido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o “Selo Diamante”.

Foi, também, presidente do Colégio de Presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais-COPTREL e diretor-geral da EMAB – Escola de Magistrados da Bahia. Autêntico no modo de ser e de agir, escolheu a magistratura como um meio de servir. Como integrante do contraditório judicial sempre se colocou em posição de isonomia na condução do processo. Seu pai, o também desembargador Jatahy Fonseca, exerceu a vice-presidência do TRE-BA entre os anos de 1996 e 1998. Durante o período, ocupou o cargo de corregedor eleitoral. Foi ainda presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ/BA) entre os anos de 1998 e 2000. É a bússola do filho.

Alguém já disse que “o homem só se realiza quando escreve um livro, tem um filho e planta uma árvore”. Se verdadeiro o aforismo, Jatahy já está plenamente realizado, pois tem filhos, plantou árvore e, agora, escreveu um livro que retrata, fielmente, a Fonte de Hipocrene, onde se pode encontrar a água cristalina do Saber, e, em cujo frontispício, lê-se: “Hic anima pabulum habeatis”, que pode ser traduzido por “Aqui temos o alimento do espírito”. Realmente, o livro preserva parte de nossa memória jurídica, política e cultural, desenvolvido com a maestria de quem sabe escrever Tecendo Palavras e Silêncios.

*Luiz Holanda, advogado e professor universitário.


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