O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em Nova York para uma intensa agenda de encontros bilaterais antes de sua participação na abertura da Assembleia Geral da ONU. Sua visita aos Estados Unidos ocorre após uma estadia em Cuba, onde participou da reunião do G77 + China. Durante sua estadia, Lula se encontrará com líderes mundiais, discutirá sindicatos e direitos trabalhistas com o presidente Joe Biden e tratará de questões ambientais, desigualdade e reforma no Conselho de Segurança da ONU em seu discurso de abertura.
Lula desembarcou em Nova York no sábado (16/09/2023), vindos de Cuba, onde foi recebido por um pequeno grupo de apoiadores na porta do Lotte Hotel, em Manhattan. O presidente priorizou o descanso e não concedeu entrevistas na chegada.
A agitada agenda do presidente na cidade começou com um jantar com empresários no Hotel Fasano da Quinta Avenida no domingo. Nesta segunda-feira, Lula iniciou uma série de encontros bilaterais, incluindo uma reunião com o presidente do Conselho Federal da Suíça, Alain Berset, e com o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown.
A noite de segunda-feira será marcada por uma recepção organizada pelo presidente Joe Biden e a primeira-dama Jill Biden no Metropolitan Museum of Art, com a presença de chefes de Estado.
Lula também terá uma reunião preparatória para seu compromisso mais importante nos EUA: abrir a sessão de chefes de Estado e de Governo da Assembleia Geral da ONU na terça-feira pela manhã. O Brasil é o primeiro país a discursar na Assembleia Geral desde 1949.
No seu discurso de abertura, Lula abordará questões ambientais, como a proteção da Amazônia, além de pedir mais investimentos dos países ricos nesse sentido. Ele também discutirá a desigualdade global e a reforma do Conselho de Segurança da ONU.
Na quarta-feira, Lula se encontrará com o presidente Joe Biden para anunciar a criação da “Iniciativa Global Lula-Biden para o Avanço dos Direitos Trabalhistas na Economia do Século XXI”. Essa iniciativa visa promover e proteger os direitos dos trabalhadores e garantir a prosperidade inclusiva.
Antes de sua visita aos EUA, Lula esteve em Cuba, onde assinou acordos de cooperação nas áreas de saúde, ciência e tecnologia, e agricultura, marcando a retomada de uma relação diplomática estreita com o país caribenho.
Durante seu discurso na reunião do G77 + China, Lula condenou o embargo econômico dos EUA a Cuba e cobrou mais investimentos dos países ricos para combater o desequilíbrio climático.
A comitiva brasileira em Nova York inclui ministros e representantes de ministérios que cumprirão agendas oficiais nos EUA. Lula permanecerá na cidade até quinta-feira, quando retornará ao Brasil e concederá uma coletiva de imprensa.
*Com informações da Agência Brasil.








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