Execução de médicos da Bahia e de São Paulo no Rio de Janeiro revela conexões obscuras no submundo do crime; Suspeitos podem ter sido mortos

Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro.
Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro.

A tragédia que chocou o país envolvendo a execução de três médicos em um quiosque na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, na madrugada de quinta-feira (05/10/2023), ganha novos contornos à medida que mais informações vêm à tona. A principal linha de investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro agora aponta para um erro trágico: o crime teria ocorrido porque uma das vítimas, o médico Perseu Ribeiro Almeida, foi confundido com o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, suspeito de envolvimento em um assassinato recente.

O assassinato em questão foi o de Luís Paulo Aragão Furtado, conhecido como Vin Diesel, um traficante do Comando Vermelho. Este assassinato abalou a região e é parte de um conflito entre facções criminosas pelo controle de territórios na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Furtado era um ex-membro da milícia liderada por Dalmir Pereira Barbosa, um dos chefes do grupo paramilitar de Rio das Pedras. Após sua morte, ele teria se juntado ao Comando Vermelho, liderado por Philip Motta Pereira, conhecido como Lesk. Lesk anteriormente liderava um grupo chamado “Equipe Sombra”, que agora é suspeito de ter sido responsável pelo ataque aos médicos.

No entanto, os trágicos erros de identificação levaram a uma reviravolta no caso. Os corpos dos suspeitos do assassinato dos médicos foram encontrados pela polícia na madrugada desta sexta-feira (6) em diferentes locais. O erro dos membros da Equipe Sombra gerou indignação na cúpula do Comando Vermelho, que ordenou que os suspeitos fossem julgados por um “tribunal do crime”. Os suspeitos teriam sido levados ao Complexo da Penha, onde foram julgados, condenados, torturados e mortos a tiros.

Até o momento, dois dos suspeitos foram identificados: Lesk e Ryan Nunes de Almeida, conhecido como “Ryan”. Os outros dois mortos ainda não foram identificados, mas já foi confirmado que não se tratam dos outros dois suspeitos do ataque, Bruno Pinto Matias, conhecido como Preto Fosco, e Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, apelidado de BMW, que teriam conseguido fugir do tribunal improvisado.

A Equipe Sombra já estava sob investigação da Polícia Civil por ser suspeita de cometer outros assassinatos na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A região está atualmente mergulhada em uma guerra entre facções criminosas que disputam o controle do território.

O veículo Fiat Pulse Branco utilizado pelos criminosos já era conhecido dos investigadores, pois havia sido utilizado em outros atentados na região.

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O que se sabe sobre a autoria dos assassinatos dos médicos da Bahia e de São Paulo no Rio de Janeiro


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