Deputado Robinson Almeida defende fim da concessão da Coelba Neoenergia, critica péssimo serviço prestado, baixo investimento e elevado lucro da empresa

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) afirmou que a Coelba presta um péssimo serviço ao povo baiano e que sua concessão não deve ser renovada. Ele também denunciou que a empresa lucrou mais do que o investimento do governo do estado em áreas essenciais.
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) afirmou que a Coelba presta um péssimo serviço ao povo baiano e que sua concessão não deve ser renovada. Ele também denunciou que a empresa lucrou mais do que o investimento do governo do estado em áreas essenciais.

O deputado estadual Robinson Almeida (PT), líder da Federação PT, PC do B e PV e pré-candidato a prefeito de Salvador, defendeu o fim da concessão da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), controlada pela Neoenergia, empresa de origem espanhola. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar criticou a qualidade do serviço prestado pela Coelba e o lucro obtido pela empresa em 2022.

“A Coelba presta um péssimo serviço ao povo baiano, é campeã de queixas, e eu defendo que sua concessão não seja renovada”, disse Robinson Almeida.

Ele lembrou que a Coelba lucrou, apenas em 2022, R$ 4,7 bilhões, valor superior ao investimento do governo do estado em saúde, segurança e educação pública juntos.

“É um absurdo, o povo baiano não é otário e vamos lutar para que isso seja revertido e haja uma concorrência pública: que vença a empresa que melhor proposta de prestação e preço dos serviços ofereça aos baianos”, afirmou.

O deputado também chamou a atenção para uma cláusula no contrato da privatização da Coelba, realizada em 1998 pelo governo Paulo Souto (UB), que permite que o contrato de concessão da companhia seja renovado automaticamente três anos antes do seu vencimento. Segundo ele, isso fere o princípio da livre concorrência e prejudica os consumidores.

“Não podemos aceitar essa situação. A Coelba tem que ser fiscalizada e cobrada pelo serviço que presta. Não podemos permitir que ela continue explorando o povo baiano”, declarou.

A Coelba é alvo de constantes reclamações dos usuários por conta das falhas no fornecimento de energia elétrica, das cobranças indevidas nas faturas e do atendimento precário. Em 2021, a empresa foi condenada a indenizar em R$ 10 mil uma funcionária vítima de assédio e perseguição por parte de superiores hierárquicos1.

Em 2022, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reajustou as tarifas da Coelba em 21,35%, fazendo com que os consumidores pagassem contas mais caras.

Confira vídeo


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