Na tarde desta quinta-feira (07/12/2023), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou a ratificação do protocolo de adesão da Bolívia ao Mercosul, um passo crucial na integração regional. A decisão, que seguiu a aprovação do Senado brasileiro na semana passada, marca o encerramento do processo de aceitação pelos países-membros do bloco.
A cúpula realizada no Rio de Janeiro simboliza não apenas a aprovação do protocolo pelo Brasil, mas também a expectativa de que a Bolívia possa concluir rapidamente seu processo de adesão. Segundo o Itamaraty, a próxima etapa envolve a colaboração com os demais Estados Partes para definir o cronograma de internalização das normas e regulamentos do Mercosul.
O Brasil, sendo o principal parceiro econômico da Bolívia, fortalece laços comerciais em um contexto favorável para ambos. As projeções econômicas positivas da Bolívia, com um crescimento estimado de 2,7% pelo Banco Mundial em 2023, contribuem para a dinamização do Mercosul.
Entrevistados pela Sputnik Brasil, especialistas destacam o potencial econômico boliviano, com ênfase nas maiores reservas mundiais de lítio, vital para a transição energética e a produção de carros elétricos. O ministro Horacio Villegas Pardo ressalta que a Bolívia, nos últimos 17 anos, cresceu economicamente de forma expressiva, tornando-se um ator relevante na região.
Além do lítio, Pardo destaca a capacidade de produção de cloreto de potássio, utilizado no Brasil como fertilizante. Ele enfatiza a importância da Bolívia na oferta de insumos essenciais para a agricultura brasileira, como fosfato e ureia.
A entrada da Bolívia no Mercosul não se resume apenas a aspectos econômicos, mas também à integração entre os povos. Com extensas comunidades bolivianas no Brasil e vice-versa, a adesão trará benefícios significativos em termos de cidadania e condições de trabalho para os imigrantes.
Bruno Lima Rocha destaca o modelo exemplar de exploração do lítio boliviano, com elevado lucro e incorporação de tecnologia avançada. Ele ressalta o papel fundamental da Bolívia para a integração com o Centro-Oeste brasileiro, além de ser uma das economias mais estáveis do continente, ao lado do Brasil.
*Com informações da Sputnik News.







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