O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou nesta segunda-feira (08/07/2024) durante a cúpula do Mercosul, realizada em Assunção, a posição de que a recuperação de experiências ultraliberais não é benéfica para a América Latina. Lula afirmou que em um contexto de globalização, não há justificativa para recorrer a práticas nacionalistas e isolacionistas, nem para implementar políticas que intensificam as desigualdades na região. Embora não tenha mencionado diretamente o presidente argentino, Javier Milei, suas declarações foram interpretadas como uma crítica às recentes diretrizes econômicas adotadas em Buenos Aires.
Lula destacou que os economistas reconhecem que o mercado livre não é uma solução única para os problemas enfrentados pela sociedade. O presidente também defendeu o papel do Estado como um agente essencial para o planejamento e o desenvolvimento econômico. Ele lamentou as divisões internas que afetaram o Mercosul nos últimos anos, enfatizando a importância da cooperação regional em vez de conflitos que desviam a atenção dos interesses coletivos.
O presidente brasileiro condenou tentativas de desestabilização política na Bolívia, manifestou apoio ao presidente Luis Arce e comparou os eventos bolivianos à insurreição ocorrida no Brasil em 8 de janeiro de 2023. Para Lula, a resposta a essas situações indica a necessidade de vigilância em relação à democracia na América Latina.
Lula também comemorou a adesão da Bolívia ao Mercosul, considerando-a de importância estratégica, e enfatizou a necessidade de que os benefícios da indústria de baterias e semicondutores sejam mantidos na região. O presidente brasileiro defendeu a continuidade das negociações para um acordo de livre comércio com a China e a possibilidade de transações em moeda local dentro do bloco. Por último, ele responsabilizou os países europeus pelas dificuldades nas negociações do acordo comercial com a União Europeia, que se arrastam por quase duas décadas.
*Com informações da Sputnik News.








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