Neste domingo (07/01/2024), movimentos sociais e partidos políticos reuniram suas bases em um ato suprapartidário na capital brasileira, promovendo uma manifestação em defesa da democracia. O evento, intitulado “Ato em Defesa da Democracia – Sem Anistia Para Golpistas”, foi organizado por entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e diversos partidos de esquerda, incluindo PCdoB, PDT, PSB, PSOL, PT, PV e Rede. Realizado no Eixo Rodoviário Norte, próximo ao local do ataque aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, o ato reuniu manifestantes que criticaram a tentativa de golpe, exigiram punições aos responsáveis e defenderam o serviço público.
Além da condenação da invasão e depredação do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF), os participantes também se posicionaram contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32/2020, que propõe mudanças no serviço público, e repudiaram a ofensiva militar israelense em Gaza. O ato também expressou críticas a vereadores de São Paulo que planejam uma CPI para investigar o padre Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo.
Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF, afirmou que o objetivo do ato é relembrar os eventos de 8 de janeiro de 2023 para fortalecer a democracia e evitar futuras situações semelhantes. Ele destacou a tentativa de golpe de Estado e os atos criminosos anteriores que visavam desestabilizar o governo democraticamente eleito.
Segundo Rodrigues, a CUT nacional convocou os trabalhadores para participarem dos atos institucionais programados para a segunda-feira, propostos pelo presidente Lula e que contarão com a presença dos chefes dos Poderes Legislativo e Judiciário, governadores, parlamentares e representantes da sociedade civil.
STF mantém 66 presos um ano após tentativa de Golpe em Brasília
O dia 8 de janeiro de 2023 marcou a história do Brasil e do Supremo Tribunal Federal (STF) com ataques inéditos aos Três Poderes. Um ano após os eventos, 66 dos mais de 2 mil detidos durante a invasão permanecem presos por incitação, financiamento e execução dos atos, conforme levantamento do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações.
Os demais investigados foram soltos, com medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair do país e entrega do passaporte. Até o momento, 25 réus foram condenados pelo STF, enfrentando penas que variam de 10 a 17 anos em regime inicial fechado. Cerca de 1,1 mil investigados terão direito ao acordo de não persecução penal (ANPP), permitindo a confissão dos crimes em troca de medidas alternativas à prisão.
A invasão dos prédios públicos em 8 de janeiro de 2023 resultou em depredação e incêndio no STF. As instalações foram rapidamente reformadas, mas o prejuízo total chega a R$ 12 milhões, conforme relatório do Supremo.
Pesquisa indica que 89% dos brasileiros reprovam invasões aos Três Poderes em Janeiro de 2023
Um levantamento realizado pela empresa Quaest, entre os dias 14 e 18 de dezembro de 2023, revela que 89% dos brasileiros não aprovam as invasões aos prédios dos Três Poderes ocorridas em 8 de janeiro do ano passado. Os atos, que resultaram em depredação do patrimônio público, foram aprovados por apenas 6%, enquanto 4% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa, financiada pela Genial Investimentos, abrangeu 2.012 entrevistas presenciais em 120 municípios, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Mesmo diante da polarização política, a reprovação aos atos se mantém alta em diferentes regiões, níveis de escolaridade e renda familiar.
A pesquisa também abordou a influência do ex-presidente Jair Bolsonaro nos eventos de 8 de janeiro, com 47% dos entrevistados acreditando em sua influência, enquanto 43% discordam.








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