O ano de 2023 foi de redefinição e reconstrução para a política externa brasileira, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em resposta ao cenário de isolamento global e ao desmantelamento das relações multilaterais, o Brasil empreendeu esforços significativos para tecer novos diálogos em temas cruciais como mudança do clima, desenvolvimento sustentável, direitos humanos e cooperação técnica.
O ano começou com uma ênfase clara na reaproximação com a América Latina. Lula escolheu a Argentina para suas primeiras missões internacionais, reafirmando a importância dos laços regionais na VII Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). Essa prioridade se destacou como uma correção de curso em relação à negligência anterior do governo em relação aos vizinhos.
Em fevereiro, a Casa Branca recebeu Lula a convite do presidente Joe Biden. O foco nas discussões foi a defesa da democracia e do meio ambiente, marcado pelo anúncio da primeira contribuição dos EUA ao Fundo Amazônia. Em abril, a China tornou-se parceira estratégica, resultando em investimentos de R$ 50 bilhões e acordos em diversas áreas, desde facilitação do comércio até cooperação tecno-científica.
A relação bilateral entre Brasil e Portugal foi fortalecida em abril, com acordos que incluíram a equivalência dos ensinos fundamental e médio. O Brasil também participou, após 14 anos, da Cúpula do G7 em maio, destacando a importância do diálogo e da paz.
O segundo semestre trouxe eventos significativos, como a Cúpula da Amazônia em agosto e a participação do Brasil na presidência temporária do Mercosul. Em setembro, na Assembleia Geral da ONU, Lula defendeu o diálogo como ferramenta para a construção da paz, e uma iniciativa conjunta com os EUA sobre a dignidade do trabalho foi lançada.
Outubro testemunhou o Brasil presidindo reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a guerra no Oriente Médio, enquanto dezembro consolidou o retorno da parceria estratégica com a Alemanha e celebrou os resultados da COP 28 nos Emirados Árabes.
O ano encerrou com a Operação Voltando em Paz, resgatando mais de 1.400 brasileiros de zonas de conflito no Oriente Médio. Além disso, o Fundo Amazônia, revitalizado, recebeu R$ 3,9 bilhões em doações.
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