Na madrugada deste domingo (11/02/2024), o coronel do Exército Bernardo Romão Corrêa Neto foi detido pela Polícia Federal ao chegar no Aeroporto Internacional de Brasília, proveniente de um voo dos Estados Unidos. Atualmente, encontra-se sob custódia no Batalhão da Guarda Presidencial, aguardando decisão judicial.
A detenção de Corrêa Neto está ligada a uma série de investigações conduzidas pela Polícia Federal, que o aponta como um dos quatro indivíduos implicados em crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e à subversão do Estado democrático de direito. A prisão preventiva foi decretada na semana anterior durante a operação Tempus Veritatis (em latim, “hora da verdade”).
Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, o coronel teria desempenhado um papel significativo na organização de reuniões e na seleção de militares com formação em Forças Especiais para participar da tentativa de golpe. Nas investigações da Polícia Federal, Corrêa Neto é retratado como um colaborador próximo do tenente-coronel Mauro Cid, ex-auxiliar do presidente Jair Bolsonaro.
Formado pela Academia Militar das Agulhas Negras em 1997, o coronel ocupou diversas posições de destaque, incluindo o comando do 10º Regimento de Cavalaria Mecanizado e a função de assistente do Comandante Militar do Sul, o general Fernando José Sant’ana Soares e Silva, atual chefe do Estado-Maior do Exército.
Ao chegar em Brasília, Corrêa Neto teve seu passaporte e telefone celular apreendidos pelas autoridades federais, como parte das medidas cautelares relacionadas à investigação em curso.








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