Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (12/03/2024), o deputado estadual Robinson Almeida (PT) manifestou críticas contundentes em relação às demissões em massa e ao não cumprimento do acordo coletivo pela Coelba em colaboração com o Sindicato dos Eletricitários da Bahia (Sinergia). Segundo o parlamentar, entre janeiro e fevereiro deste ano, a empresa desligou 60 trabalhadores, um número três vezes superior ao registrado no mesmo período dos últimos cinco anos, quando apenas 20 funcionários foram desligados. Almeida também expressou preocupação com o clima de insegurança, pressão e ameaças de demissão que, segundo ele, estão afetando a saúde mental dos trabalhadores da empresa.
“Ao invés de aumentar o quadro de funcionários para melhorar a qualidade do serviço, a empresa está realizando demissões sem critério, desrespeitando acordos trabalhistas”, enfatizou Robinson Almeida. “É uma postura inadequada da Coelba, especialmente em um momento em que a sociedade demanda uma prestação de serviço de maior qualidade. Em vez de melhorar, a empresa está piorando um serviço já deficiente. A falta de energia é um problema recorrente em toda a Bahia, inclusive na capital, como testemunhamos durante o carnaval na Barra, com um apagão que durou duas horas.”
De acordo com Almeida, o Sindicato dos Eletricitários da Bahia já comunicou o Ministério Público do Trabalho sobre a situação, solicitando uma investigação e o respeito ao acordo coletivo, bem como a interrupção das demissões injustificadas. “Existe um acordo coletivo com o sindicato que precisa ser respeitado”, apontou o parlamentar, que lidera a subcomissão responsável por monitorar a execução do contrato de concessão da Coelba e as demandas e investimentos represados pela empresa na Assembleia Legislativa.
Privatizada em 1997, a concessão da Coelba expira em 2027. A empresa tem até agosto deste ano para solicitar a renovação. Caso contrário, a exploração do serviço de eletricidade na Bahia será automaticamente renovada em favor da Coelba Neoenergia, caso a União não se manifeste até fevereiro de 2026.
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