Presidente do Equador enfrenta ação judicial no México por ataque à embaixada em Quito

Advogados mexicanos denunciam presidente equatoriano Daniel Noboa por ataque à embaixada do México em Quito.
Advogados mexicanos denunciam presidente equatoriano Daniel Noboa por ataque à embaixada do México em Quito.

Neste domingo (28/04/2024), advogados mexicanos apresentaram uma denúncia criminal à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente do Equador, Daniel Noboa, e outras autoridades equatorianas, pelo assalto à embaixada do México em Quito, ocorrido em 5 de abril. A denúncia alega que Noboa ordenou a invasão da sede diplomática mexicana, resultando em violência contra funcionários e no sequestro do ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, asilado na embaixada. Além disso, aponta para crimes como espionagem, detenções ilegais e danos à propriedade. A ação judicial, somada à disputa perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ), reflete a gravidade do incidente diplomático e suas repercussões legais.

Os advogados destacam que a PGR mexicana é competente para investigar os supostos crimes, considerando que o Código Penal Federal mexicano estabelece que delitos cometidos em embaixadas e delegações mexicanas são considerados ocorridos em território nacional. A denúncia também ressalta a possível traição à pátria por parte da ministra do Interior equatoriana, Mónica Palencia, e outros crimes relacionados à intervenção ilegal nos sistemas de comunicação da embaixada mexicana. A ação judicial busca abordar um amplo espectro de infrações, desde motim e invasão de domicílio até crimes contra a humanidade, como tortura e privação ilegal da liberdade.

A disputa legal entre México e Equador ganha ainda mais destaque com a exigência do Estado mexicano para que o Equador seja expulso das Nações Unidas até que ofereça desculpas pela violação à sede diplomática. O ataque à embaixada mexicana em Quito desencadeou uma crise diplomática sem precedentes entre os dois países, com o Equador alegando interferência nos assuntos internos ao conceder asilo a Jorge Glas, condenado por crimes relacionados à corrupção. Noboa justificou o ataque como uma medida de justiça, enquanto o México busca reparação e responsabilização pelas ações equatorianas.

*Com informações da Sputnik News.


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