Uma bomba política abalou o Rio de Janeiro nesta segunda-feira (06/05/2024), quando o Ministério Público Federal (MPF) solicitou a cassação do governador Cláudio Castro, do vice-governador Thiago Pampolha e do presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), Rodrigo Bacellar. O pedido, embasado em denúncias de abuso de poder político e econômico, assim como irregularidades em folhas de pagamento de instituições públicas, como a Fundação Ceperj e a Uerj, promete desencadear uma crise política de grandes proporções no estado.
De acordo com a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-RJ), a cassação é acompanhada da solicitação de inelegibilidade de Castro e Bacellar por oito anos a partir das eleições de 2022. O documento, com impressionantes 117 páginas, detalha a utilização da máquina pública estadual para beneficiar a chapa de Castro e políticos aliados, desviando recursos públicos para promover suas candidaturas e garantir vitórias nas urnas.
Segundo os procuradores Neide Cardoso de Oliveira e Flávio Paixão, documentos e testemunhas confirmam o uso eleitoral de servidores temporários como cabos eleitorais, subvertendo o interesse coletivo em prol de interesses políticos individuais. Além disso, as investigações apontam que projetos das instituições públicas foram desviados para recrutar eleitores em favor dos candidatos em 2022.
A gravidade do caso se estende além dos principais nomes políticos do estado. A procuradoria também solicitou a inelegibilidade por oito anos de outros seis investigados, incluindo deputados estaduais e federais, além de gestores públicos. Todos são acusados de terem utilizado a estrutura do Estado para obter vantagens eleitorais no último pleito.
Em resposta às acusações, a defesa do governador Castro afirmou que ele tem prestado todos os esclarecimentos aos órgãos de controle e que confia na Justiça Eleitoral. Por sua vez, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, rebateu as denúncias afirmando que o MP se baseou em matérias jornalísticas e que não foram produzidas provas contra ele.
Enquanto isso, a população do Rio de Janeiro aguarda com apreensão os desdobramentos dessa crise política, que promete impactar profundamente o cenário político e administrativo do estado.
*Com informações da Agência Brasil.
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