Presidente Joe Biden autoriza Ucrânia a usar armas dos EUA contra Rússia e amplia conflito mundial em busca da reeleição

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, autorizou a Ucrânia a utilizar armas fornecidas pelos EUA em operações dentro do território russo na região de Carcóvia. A informação foi confirmada por um porta-voz do Departamento de Estado, em comunicado divulgado nesta quinta-feira (30/05/2024).

Segundo o comunicado, Biden instruiu sua equipe a garantir que a Ucrânia possa usar o armamento americano para contra-atacar as forças russas que estão atacando ou se preparando para atacar a Ucrânia na região de Carcóvia. No entanto, o presidente americano não autorizou o uso de mísseis de longo alcance, como os ATACMS, em território russo. “Nossa política em relação à proibição do uso de ATACMS ou ataques de longo alcance dentro da Rússia não mudou”, afirmou o porta-voz.

Na quarta-feira (29), o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, reiterou que, embora Washington não incentive ataques fora da Ucrânia, reconhece o direito de Kiev de tomar decisões independentes sobre autodefesa. Blinken enfatizou que os EUA continuarão a garantir que a Ucrânia tenha os recursos necessários para se defender.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, declarou na semana passada que os países da aliança devem reconsiderar as restrições ao uso de armas ocidentais pela Ucrânia para ataques contra instalações na Rússia. Segundo Stoltenberg, permitir que a Ucrânia utilize essas armas contra alvos militares legítimos em território russo é crucial, especialmente com os combates intensos na região de Carcóvia, próxima à fronteira.

A operação militar especial russa, iniciada em fevereiro de 2022, visa, segundo o governo russo, impedir ataques ucranianos contra civis em Donetsk e Lugansk, territórios que se tornaram independentes da Ucrânia em 2014 e se juntaram à Rússia em setembro de 2022. O governo russo justifica a campanha militar como uma medida para parar o “genocídio do povo de Donetsk e Lugansk” e enfrentar os riscos de segurança nacional devido ao avanço da OTAN para o leste.

O presidente russo, Vladimir Putin, advertiu a OTAN na última terça-feira (28) sobre as possíveis consequências caso o bloco permita que a Ucrânia ataque o território russo.

Presidente Joe Biden escala conflito com Rússia para melhorar chances de reeleição

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, autorizou a Ucrânia a utilizar armas fornecidas pelos EUA contra a Rússia na região de Carcóvia, segundo comunicado do Departamento de Estado nesta quinta-feira (30/05/2024). A autorização, no entanto, limita-se a essa região específica e exclui o uso de mísseis de longo alcance.

A medida ocorre após países europeus, como França e Alemanha, também permitirem que a Ucrânia realize ataques dentro do território russo sem restrições geográficas. Essa decisão representa uma escalada nas ações promovidas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aumentando o risco de um conflito nuclear global.

Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, afirmou que, embora Washington não incentive ataques fora da Ucrânia, reconhece o direito de Kiev à autodefesa e garante que os recursos necessários sejam fornecidos. Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, destacou que os aliados devem considerar a remoção de restrições ao uso de armas ocidentais pela Ucrânia, enfatizando a importância de permitir ataques contra alvos militares legítimos em território russo.

O presidente russo, Vladimir Putin, advertiu a OTAN sobre as consequências de autorizar a Ucrânia a bombardear o território russo. Em resposta, a Rússia intensificou exercícios militares conjuntos com Belarus, incluindo práticas com ogivas nucleares não estratégicas, como um alerta sobre os perigos de uma escalada nuclear.

No contexto doméstico, Biden enfrenta uma queda de popularidade e acusações de usar a escalada no conflito para melhorar suas chances de reeleição. Analistas políticos sugerem que, diante de um histórico recente de derrotas na política externa e protestos internos, o presidente busca unificar a população contra um inimigo externo. Pesquisa recente indica que 20% dos eleitores democratas e independentes em estados-chave têm diminuído seu apoio a Biden devido à sua gestão da crise em Gaza, um fator que pode influenciar significativamente as próximas eleições.

Jeremy Kuzmarov, editor-gerente da Covert Action Magazine, argumenta que a administração Biden está provocando uma guerra com a Rússia, possivelmente para desviar a atenção de questões internas e aumentar a aprovação pública em um ano eleitoral. Kuzmarov questiona a eficácia dessa estratégia, considerando a crescente insatisfação pública com o prolongamento do conflito na Ucrânia.

Em meio a esse cenário, outros países da OTAN também enfrentam desafios políticos internos. Na França e na Alemanha, partidos de oposição ganham força nas pesquisas, refletindo uma possível mudança no Parlamento da União Europeia no próximo mês. A escalada das políticas agressivas contra a Rússia pode estar ligada às dificuldades eleitorais enfrentadas por governos europeus.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em entrevista à Sputnik, interpretou o fornecimento de sistemas de armas avançados à Ucrânia como uma sinalização deliberada da OTAN na esfera nuclear, indicando disposição para levar o conflito a extremos.


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