De acordo com os resultados do Censo Demográfico de 2022, a Bahia continua com o maior número absoluto de pessoas analfabetas no Brasil, apesar da significativa redução no número de analfabetos. Em Salvador, a taxa de analfabetismo caiu 17,5% entre 2010 e 2022, mas o estado como um todo não registrou avanços no ranking nacional de alfabetização.
Em 2022, a Bahia contabilizou 1.420.947 pessoas de 15 anos ou mais que não sabiam ler nem escrever, representando uma taxa de analfabetismo de 12,6%. Embora tenha havido uma redução de 17,8% no número absoluto de analfabetos desde 2010, a posição da Bahia no ranking nacional permaneceu inalterada. O estado manteve a maior população analfabeta do Brasil e a nona maior taxa de analfabetismo, uma posição que ocupa desde o Censo de 1991.
No panorama nacional, o Brasil registrou 11.403.801 pessoas analfabetas em 2022, com uma taxa de analfabetismo de 7,0%. A região Nordeste, que inclui a Bahia, concentrou 53,7% dos analfabetos do país, com os nove estados da região apresentando as maiores taxas de analfabetismo. A Bahia viu sua taxa de analfabetismo diminuir de 16,6% em 2010 para 12,6% em 2022, uma redução de 4,0 pontos percentuais, a 11ª mais intensa entre os estados brasileiros.
Salvador destacou-se como a capital com a menor taxa de analfabetismo da Bahia, 3,5%, e a 13ª entre as 27 capitais brasileiras, embora tenha perdido uma posição para Cuiabá (MT) em comparação a 2010. Na capital baiana, a taxa de analfabetismo é mais elevada entre as pessoas com 65 anos ou mais (9,4%) e aqueles que se declaram indígenas (4,7%). Curiosamente, em Salvador, as mulheres apresentaram uma taxa de analfabetismo ligeiramente superior à dos homens, 3,6% contra 3,3%, respectivamente.
O cenário estadual mostra que 85,4% dos municípios baianos têm taxas de analfabetismo superiores à média do estado. Pedro Alexandre, com 31,9% de analfabetos, lidera esse grupo, seguido por Coronel João Sá e Ribeira do Amparo. Em contraste, os menores índices de analfabetismo estão concentrados na Região Metropolitana de Salvador, com a capital, Lauro de Freitas e Madre de Deus apresentando as taxas mais baixas.
Entre 2010 e 2022, todos os municípios baianos registraram uma redução na taxa de analfabetismo. Os avanços mais notáveis ocorreram em Quixabeira, Itaquara e Ibiquera, que conseguiram diminuir significativamente suas taxas de analfabetismo, embora ainda estejam acima da média estadual.
Principais dados sobre analfabetismo em Feira de Santana
Taxa de Analfabetismo em Salvador
- Taxa geral: 3,5%
- 13ª entre as 27 capitais brasileiras
- Menor taxa da Bahia
Comparações e Posições
- Em 2010: Taxa de 4,0%
- Mudança no ranking entre capitais: Caiu de 14ª para 13ª posição, superando Cuiabá
Distribuição por Grupos
- Idosos (65 anos ou mais): 9,4%
- Pessoas indígenas: 4,7%
- Homens: 3,3%
- Mulheres: 3,6%
Evolução e Reduções
- Número de pessoas não alfabetizadas caiu 17,5% entre 2010 e 2022
- Redução de 14.723 pessoas nessa condição
Comparações com Outros Grupos
- Pessoas indígenas: aumento de 4,5% em 2010 para 4,7% em 2022
Principais Dados Estatísticos sobre não alfabetizados na Bahia
Taxa de Analfabetismo na Bahia
- Taxa geral: 12,6%
- Maior taxa entre homens: 13,8%
- Taxa entre mulheres: 11,5%
Comparações e Posições
- Maior número absoluto de não alfabetizados no Brasil: 1.420.947 pessoas
- 9ª maior taxa de analfabetismo entre os estados brasileiros
- Queda proporcional de 17,8% entre 2010 e 2022
Evolução e Reduções
- Redução absoluta de 308.350 pessoas não alfabetizadas entre 2010 e 2022
- Crescimento do número de analfabetos com mais de 55 anos: aumento de 8,0%
Distribuição por Grupos
- Pessoas de 55 a 64 anos: 22,4%
- Pessoas de 65 anos ou mais: 36,7%
- Indígenas: 16,0%
- Pretos: 13,3%
- Pardos: 12,7%
- Brancos: 11,3%
- Amarelos: 8,7%
Desigualdades por Cor ou Raça
- Maior taxa entre indígenas: 16,0%
- Menor taxa entre amarelos: 8,7%
Distribuição Geográfica
- 9 em cada 10 municípios têm taxa maior que a média estadual
- Município com maior taxa: Pedro Alexandre (31,9%)
Comparação Nacional
Taxas de Analfabetismo em Outras Regiões
- Nordeste: concentra 53,7% dos analfabetos do Brasil
- Menores taxas: Santa Catarina (2,7%), Distrito Federal (2,8%), Rio Grande do Sul (3,1%)
Evolução das Taxas de Analfabetismo no Brasil
- Queda na taxa de analfabetismo em todos os estados entre 2010 e 2022
- Maior recuo proporcional: Rio Grande do Sul (-27,3%), Minas Gerais (-22,1%), Paraná (-21,3%)

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