Rússia responde com bombardeio massivo em vária partes da Ucrânia após liberação de armas pelos EUA e aliados da Otan

Na noite de sexta-feira (31/05/2024) e na madrugada de sábado (1º), as forças de Vladimir Putin lançaram um intenso ataque aéreo contra a Ucrânia. Esta ofensiva ocorre após os Estados Unidos e seus aliados da OTAN autorizarem o uso de suas armas por parte da Ucrânia contra o território russo. Este bombardeio foi o mais significativo desde o ataque de 22 de março, e superou em intensidade a maioria das ofensivas anteriores no conflito.

As autoridades ucranianas afirmam que derrubaram 35 de 53 mísseis e 46 de 47 drones durante a operação. A extensão do ataque abrangeu diversas regiões do país, incluindo áreas próximas às fronteiras com Polônia e Hungria. Explosões foram registradas em pelo menos nove cidades, como Kiev e Lviv, e alarmes soaram em todo o território ucraniano.

O principal alvo foi o sistema energético da Ucrânia. Cinco regiões sofreram blecautes, com danos severos em Vinnitsia, onde duas centrais termoelétricas foram atingidas e quatro pessoas ficaram feridas. Diversos tipos de armamentos foram utilizados, incluindo drones Shahed-136 de origem iraniana, mísseis de cruzeiro supersônicos Kh-101 e bombardeiros estratégicos Tu-95. Ao menos duas ondas de ataques foram registradas, causando grande alvoroço entre a população e sistemas de alerta locais.

Além dos drones, foram relatados disparos de mísseis de cruzeiro Kalibr de navios russos, e quatro desses mísseis foram abatidos perto da costa da Crimeia. Quatro mísseis balísticos Iskander-M atingiram seus alvos, enquanto caças MiG-31K levantaram voo, mas não lançaram os modelos hipersônicos Kinjal.

No lado russo, o governo da região ocupada de Donetsk afirmou que cinco pessoas foram mortas devido a bombardeios promovidos pelos ucranianos.

Na sexta-feira, Estados Unidos e Alemanha confirmaram que permitiram ao governo de Volodimir Zelenski usar armas ocidentais contra alvos militares dentro da Rússia. As ações devem se limitar ao sul russo, próximo à fronteira com a região ucraniana de Kharkiv, que tem sido foco de confrontos recentes.

O conflito em Kharkiv levou a maiores avanços russos desde os primeiros dias da guerra, com linhas de frente estabilizadas ao custo de muitas reservas ucranianas. Moscou também fez progressos no leste e sul da Ucrânia.

A situação despertou uma resposta mais ativa do Ocidente após meses de inação. A França sugeriu o envio de tropas, enquanto outros países começaram a liberar o uso de suas armas contra a Rússia. Belgorodo, na Rússia, tornou-se um novo teatro de guerra com ataques diários.

Putin respondeu com exercícios nucleares e ameaças de escalada global, prometendo atacar alvos britânicos se mísseis de Londres forem usados pela Ucrânia contra bases russas. Reuniões da OTAN discutiram a situação e a Dinamarca anunciou a permissão para o uso de 19 caças F-16 que serão fornecidos a Kiev contra alvos russos.

A liberação de armas pela OTAN visa testar a reação russa, um padrão visto em outras “linhas vermelhas” do passado. O presidente Zelenski apelou por mais ajuda internacional, incluindo baterias antiaéreas e a entrega acelerada de caças F-16.

*Com informações do Jornal Folha de S.Paulo.


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