Prefeitura de Feira de Santana ignora obrigações e coloca saúde pública em risco, diz médico Karlos Figueiredo, superintendente da rede estadual de Saúde da Bahia

A administração municipal de Feira de Santana, sob o comando do prefeito Colbert Martins, tem enfrentado críticas severas em relação à gestão da saúde pública. Segundo relatos, a prefeitura tem falhado em cumprir suas obrigações financeiras, resultando em atrasos nos pagamentos dos profissionais de saúde, o que tem levado a uma crise no atendimento médico.

O superintendente da rede estadual, Karlos Figueiredo, destacou nesta sexta-feira (23/08/2024) que “essa falta de compromisso e responsabilidade da prefeitura é inadmissível, pois coloca em risco a saúde e a vida dos cidadãos”. A situação tem sido motivo de denúncia ao Ministério Público, uma vez que a ineficácia dos serviços municipais tem sobrecarregado as estruturas estaduais de saúde.

A situação se agrava com a falta de um hospital municipal em Feira de Santana, o que faz com que 100% dos pacientes que necessitam de internação hospitalar de média e alta complexidade sejam atendidos pela rede estadual. Karlos Figueiredo apontou ainda que mais de 60% dos casos pediátricos e 85% dos casos adultos, que poderiam ser resolvidos nos postos de saúde municipais, acabam se agravando e necessitam de atendimento emergencial devido à falta de médicos nessas unidades.

O prefeito Colbert Martins, ao invés de abordar essas falhas administrativas, tem optado por criticar o Governo do Estado, o que, segundo Figueiredo, seria uma tentativa de desviar a atenção das deficiências locais.

“Os fatos são claros e contundentes: o município está em dívida com seus próprios profissionais de saúde, e a população sofre com as consequências desse descaso”, afirmou.

Figueiredo também mencionou que o município de Feira de Santana recebe R$ 115 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS), mas que a oferta de serviços e o número de atendimentos estão abaixo do ideal, o que limita o recebimento de mais recursos.

O superintendente concluiu afirmando que os órgãos de fiscalização e controle estão atentos à situação e que é essencial que a prefeitura assuma sua responsabilidade na gestão da saúde pública.

“Ao se deparar com uma situação caótica na saúde municipal, o prefeito faz uma proposta absurda: de que o governo estadual implante uma nova UPA, sendo que a responsabilidade constitucional é dele”, concluiu Figueiredo, apontando a necessidade de maior comprometimento por parte da administração municipal.

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