Deputado Rosemberg Pinto faz balanço do mandato e critica financiamento ilegal de campanhas

Parlamentar avalia resultados das eleições e aponta irregularidades que afetam a democracia.
Parlamentar avalia resultados das eleições e aponta irregularidades que afetam a democracia.

O deputado estadual Rosemberg Pinto, representante do Partido dos Trabalhadores (PT), apresentou uma análise de sua atuação durante o recente processo eleitoral. Em sua avaliação, o mandato obteve resultados positivos, refletindo um crescimento significativo no número de candidatos eleitos de sua base. Além disso, houve uma expansão da presença política do partido em novas localidades e regiões. No entanto, o parlamentar expressou preocupação com os altos gastos nas campanhas eleitorais, que, segundo ele, não condizem com os limites estabelecidos pela legislação vigente e influenciaram os resultados eleitorais.

Rosemberg Pinto destacou que o financiamento inadequado das campanhas eleitorais constitui um dos fatores que contribuem para o desequilíbrio no processo democrático.

“O investimento fora das regras eleitorais é um dos fatores que influenciaram nessa campanha e que geram um desequilíbrio à democracia. Não estou aqui acusando nenhum lado, estou constatando uma realidade”, afirmou o deputado.

Ele ressaltou que os recursos utilizados para as campanhas provêm de diversas fontes, tanto lícitas quanto ilícitas, e que a influência de setores organizados teve um papel relevante no desfecho das eleições.

O parlamentar fez uma comparação prática em relação aos gastos permitidos pela legislação em sua cidade natal, Itororó. “Na minha cidade natal, o máximo que um prefeito poderia gastar, pela legislação eleitoral, é algo em torno de R$ 150 mil. Esse valor é estimado apenas para uma mobilização de final de semana, em manifestações e carreatas”, exemplificou. Segundo Pinto, os valores gastos nas campanhas têm sido excessivos, com investimentos cujas origens são desconhecidas, sendo aplicados de maneira irresponsável e até criminosa em municípios onde a população enfrenta sérias dificuldades financeiras.

“A realidade em que o financiamento marginal se insere desautoriza a defesa de projetos em áreas dominadas, onde nem mesmo o poder público exerce controle efetivo”, justificou o deputado, referindo-se à necessidade de abordar o problema do financiamento de campanhas de maneira mais rigorosa.

Ele concluiu enfatizando a importância de realizar eleições em que a interferência no financiamento seja minimizada, principalmente em municípios, para garantir a integridade do processo democrático.


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