De 17 a 20 de outubro de 2024, a cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, será palco da 13ª edição da Festa Literária de Cachoeira (Flica). O evento, realizado às margens do rio Paraguaçu, integra arte, cultura, educação e cidadania, e é considerado um dos mais relevantes festivais literários do Brasil. Com um histórico marcado por sua importância nas lutas pela independência do país, a cidade acolhe mais uma vez o festival, reunindo uma diversificada programação cultural. A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) da Bahia participa ativamente da Flica, reforçando seu compromisso com a promoção de direitos humanos e o reconhecimento da ancestralidade africana.
Como parte das atividades do Governo do Estado no evento, a SJDH promoverá no dia 19 de outubro, das 14h às 17h, a oficina “Estêncil com Símbolos Adinkra”. A atividade será realizada na Casa do Governador, local administrado pela Fundação Hansen Bahia, e buscará, por meio da arte-educação, refletir sobre valores fundamentais como igualdade, justiça, dignidade e respeito, embasados na sabedoria tradicional africana. A oficina faz parte do eixo estratégico da secretaria denominado “Educação e Cultura em Direitos Humanos” e visa proporcionar aos participantes uma experiência pedagógica e cultural inclusiva.
O minicurso abordará a técnica de estêncil, utilizada no grafite para criar ilustrações e desenhos em diversas superfícies. Os participantes terão a oportunidade de aprender sobre a aplicação dessa técnica e o significado dos símbolos Adinkra, originários do grupo étnico Akan, da região de Gyaman, atual Gana. Os símbolos são associados a mensagens de natureza artística, espiritual e filosófica, e transmitem ensinamentos sobre aspectos da vida humana e do meio ambiente. Acredita-se que a origem dessas gravuras esteja relacionada ao antigo rei Nana Kwadwo Agyemang Adinkra, cujo nome inspira a tradição.
Para garantir a acessibilidade, a oficina contará com tradução simultânea em Libras, permitindo a participação inclusiva de pessoas com deficiência auditiva. A atividade será ministrada por Carlos Victor, artista plástico, designer e educador do Projeto Axé, que possui ampla experiência como ilustrador, com exposições realizadas em diversos países. Ele também atua como consultor técnico do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), vinculado ao Ministério da Igualdade Racial.
Além da oficina, a SJDH, em consonância com seu eixo “Educação e Cultura em Direitos Humanos”, promoverá ações voltadas à disseminação de informações sobre direitos de grupos prioritários. Durante o evento, serão distribuídos materiais da campanha “Respeito é Nosso Direito”, abordando os direitos de crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência e a comunidade LGBTQIAPN+. Também serão divulgadas informações sobre o combate ao capacitismo e à LGBTfobia, além de outras formas de discriminação.
A participação da SJDH na Flica 2024 busca utilizar a visibilidade e a dinâmica cultural do evento para reforçar a promoção de direitos humanos e a valorização da herança cultural africana, abordando temas que refletem o compromisso do governo com a igualdade e a justiça social.
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