A Procuradoria-Geral do Estado de Israel anunciou, no último domingo (17/11/2024), que apresentará acusações contra Eliezer Feldstein, porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e um outro suspeito, envolvidos no vazamento de um documento ultrassecreto. O caso, que foi amplamente investigado, revela que o governo de Netanyahu teria manipulado informações relacionadas à guerra em Gaza, com o intuito de influenciar a opinião pública e relacionar os protestos internos ao fortalecimento do Hamas.
Em 1º de novembro, a mídia israelense informou que os serviços de segurança do país haviam detido vários indivíduos durante a investigação sobre o vazamento de um documento sensível, que foi compartilhado com a mídia estrangeira após falhar em ser publicado por veículos locais. Este incidente foi apelidado de “BibiLeaks”, em referência ao apelido do premiê. O vazamento de informações confidenciais envolveu um documento sobre a situação de reféns e negociações, alegando uma possível manipulação do Hamas da comunidade internacional. Contudo, fontes militares questionaram a veracidade das alegações divulgadas pelo jornal alemão Bild, que foi o primeiro a publicar a história baseada nesse material.
De acordo com o relatório judicial, o documento alterado foi inicialmente removido ilegalmente do sistema de inteligência das Forças de Defesa de Israel (FDI) por um oficial de reserva, antes de ser enviado a Feldstein. O conteúdo, que continha informações sensíveis, foi posteriormente distribuído para influenciar a opinião pública israelense sobre os protestos contra o governo, alegando que tais manifestações estariam fortalecendo o Hamas, uma acusação que foi refutada por diversas fontes militares. Além disso, o vazamento prejudicou as negociações de reféns e a segurança das operações contra o Hamas na Faixa de Gaza.
A investigação revelou uma cadeia de vazamentos iniciada por um suboficial de reserva, que retirou os documentos confidenciais do sistema das FDI. Após o vazamento, Feldstein teria buscado um veículo de comunicação estrangeiro para divulgar o conteúdo. Esse episódio pode gerar mais dificuldades para o governo de Netanyahu, que já enfrenta uma investigação sobre corrupção e protestos internos relacionados à sua gestão durante o conflito em Gaza.
*Com informações da Sputnik News.
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