A posse de Donald Trump como 47º presidente dos Estados Unidos foi marcada por uma série de reações diplomáticas de líderes internacionais, que expressaram felicitações e delinearam expectativas para a continuidade das relações bilaterais e as questões globais que se desenrolarão sob sua administração. As mensagens variaram entre celebrações, desafios e o desejo de estreitar alianças estratégicas.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou Trump em uma nota oficial publicada nas redes sociais. Lula destacou as relações históricas entre Brasil e Estados Unidos e expressou a intenção de manter e fortalecer as parcerias, ressaltando áreas de cooperação mútua. “As relações entre o Brasil e os EUA são marcadas por uma trajetória de cooperação, fundamentada no respeito mútuo e em uma amizade histórica”, afirmou o presidente brasileiro.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também cumprimentou Trump, enfatizando que o retorno do ex-presidente à Casa Branca representa uma “oportunidade” para alcançar uma “paz justa” na Ucrânia. Zelensky, que enfrenta um conflito em seu país desde 2022, reconheceu a postura decisiva de Trump e seu potencial para promover uma política de paz por meio da força.
Outros líderes mundiais, como o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau e o chefe da OTAN Mark Rutte, manifestaram otimismo em relação à colaboração com Trump, apesar das tensões econômicas e políticas do passado. Trudeau, embora tenha destacado a parceria econômica entre os dois países, fez referência às ameaças de Trump de impor tarifas sobre as importações canadenses.
No entanto, o Panamá demonstrou uma reação adversa à promessa de Trump de recuperar o controle do Canal do Panamá, afirmando que a via interoceânica permaneceria sob soberania panamenha. O presidente panamenho José Raul Mulino foi enfático ao declarar: “O canal é e continuará sendo do Panamá.”
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e outros líderes da União Europeia também expressaram seus votos de sucesso a Trump, com ênfase na cooperação mútua para enfrentar os desafios globais. A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, destacou a importância da parceria transatlântica entre os EUA e a Europa para a prosperidade e a segurança comum.
Em contraste, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que os “dias mais belos” da aliança entre Israel e os EUA estavam por vir, referindo-se aos feitos de Trump durante seu primeiro mandato, como a transferência da embaixada americana para Jerusalém. Netanyahu também ressaltou a colaboração na libertação de reféns israelenses, com expectativa de um trabalho conjunto para combater o Hamas.
O presidente russo, Vladimir Putin, também parabenizou Trump e se disse “aberto ao diálogo” sobre a guerra na Ucrânia. No entanto, a imprensa russa tem adotado uma postura cautelosa quanto ao segundo mandato de Trump, questionando a viabilidade de suas promessas e a forma como suas políticas serão implementadas.
Comitiva Brasileira e Encontros em Washington
Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PL-SP, organizou uma comitiva com 16 parlamentares brasileiros para participar das festividades em Washington. Durante a sua visita, ele teve encontros com figuras políticas importantes, como o presidente da Argentina, Javier Milei, e o estrategista de extrema direita Steve Bannon, que elogiou sua atuação política. A presença de Eduardo Bolsonaro e outros membros da comitiva brasileira reafirma o estreitamento de laços entre os apoiadores de Trump e as figuras políticas de extrema direita no Brasil.
Papa escreve a Trump: EUA sejam terra de acolhimento para todos
Em mensagem ao 47º presidente dos EUA, por ocasião de sua posse, o Papa Francisco expressa a esperança de que, sob sua liderança, os americanos construam uma sociedade mais justa, livre de ódio, discriminação e exclusão. Francisco reza para que Deus conceda sabedoria e força a Trump, e o guie em seus esforços pela paz e reconciliação entre os povos.
Desafios e expectativas internas de Trump
Com o início de seu segundo mandato, Trump se depara com desafios internos significativos, incluindo disputas legais relacionadas à imigração e políticas ambientais. A promessa de revogar a cidadania por direito de nascença e a tentativa de controlar a imigração enfrentam resistência de organizações civis e grupos de direitos humanos, que já preveem ações judiciais.
Em relação à sua política externa, Trump continua a manter uma posição firme sobre a guerra na Ucrânia, com a promessa de uma resolução rápida do conflito, apesar das expectativas moderadas em relação aos seus métodos. Além disso, questões como o futuro do aplicativo TikTok nos EUA permanecem em aberto, com implicações legais incertas para a administração Trump.
Plano de Imigração e Operações Pós-Posse
Após a cerimônia de posse, Donald Trump iniciará uma série de ações executivas, com destaque para a “Operação Safeguard” em Chicago. A operação de imigração, parte do esforço para implementar a maior deportação da história dos Estados Unidos, será coordenada pelo ICE (Serviço de Imigração e Fiscalização de Alfândegas). A operação, que pode envolver até 150 agentes, visa a deportação de imigrantes ilegais e já gerou discussões sobre os riscos envolvidos para os agentes de segurança.
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