A China anunciou a aplicação de tarifas alfandegárias sobre hidrocarbonetos dos Estados Unidos e formalizou uma queixa contra Washington na Organização Mundial do Comércio (OMC). A decisão foi tomada após a entrada em vigor de um aumento de 10% nas tarifas norte-americanas sobre produtos chineses, decretado pelo governo de Donald Trump. As novas tarifas chinesas, que incidem sobre importações de carvão e gás natural liquefeito (GNL), passaram a valer a partir de 10 de fevereiro.
Além dos hidrocarbonetos, Pequim estabeleceu tarifas de 10% sobre petróleo e outros produtos dos Estados Unidos, incluindo maquinário agrícola e veículos esportivos. Dados da alfândega chinesa indicam que, no ano anterior, as compras chinesas de carvão e hidrocarbonetos dos EUA totalizaram US$ 7 bilhões, enquanto as importações de energia da Rússia ultrapassaram US$ 90 bilhões.
O Ministério das Finanças da China declarou que as tarifas impostas pelos Estados Unidos prejudicam a cooperação econômica entre os dois países e não contribuem para resolver problemas internos norte-americanos. Pequim também anunciou restrições à exportação de metais estratégicos, como tungstênio, telúrio, bismuto e molibdênio, utilizados em setores industriais e tecnológicos.
A queixa apresentada na OMC visa contestar as tarifas dos EUA por meio do mecanismo de solução de controvérsias da entidade. Pequim argumenta que as medidas norte-americanas possuem objetivos prejudiciais e violam regras do comércio internacional.
A disputa comercial ocorre no contexto de uma possível reunião entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump, que, segundo a Casa Branca, poderia ocorrer nas próximas 24 horas. Além disso, a China anunciou a abertura de uma investigação antitruste contra a empresa norte-americana Google.
Nos mercados financeiros, a tensão comercial gerou oscilações. Os principais índices europeus operaram com cautela, e as bolsas ocidentais e asiáticas registraram quedas após o anúncio das novas tarifas norte-americanas. A suspensão temporária das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos do Canadá e do México trouxe alívio parcial aos investidores.
*Com informações da RFI.











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