A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (18/03/2025) uma nova fase da Operação Sisamnes, vinculada à investigação sobre corrupção no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação cumpre quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva no estado do Tocantins, além de outras medidas cautelares.
A Rede Clandestina de Monitoramento
A operação tem como foco desarticular um esquema criminoso que atuava na obstrução da Justiça, violação de sigilo funcional e corrupção ativa e passiva. As investigações identificaram a existência de uma rede clandestina de monitoramento e comercialização de informações sigilosas relacionadas ao andamento de investigações sensíveis supervisionadas pelo STJ.
De acordo com a PF, essa rede interferia diretamente na efetividade das operações policiais, comprometendo investigações em curso e frustrando ações de repressão a crimes de corrupção.
Medidas judiciais e ações no Tocantins
Além das buscas e da prisão preventiva, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento de funções públicas, a proibição de contato entre os investigados, restrições de saída do país e o recolhimento de passaportes dos suspeitos.
As diligências concentram-se no Tocantins, estado que, segundo os investigadores, era um dos pontos estratégicos para a atuação da organização criminosa. A PF não divulgou, até o momento, as identidades dos alvos por conta do sigilo do inquérito.
Contexto da operação e ligação com o STJ
Esta nova fase da Operação Sisamnes é parte dos desdobramentos da investigação mais ampla que apura a suposta venda de sentenças no STJ. A operação reforça as suspeitas de que integrantes do esquema buscavam obstruir investigações e proteger integrantes do Judiciário e outros envolvidos no caso.
O nome “Sisamnes” faz referência a um juiz da antiguidade persa que foi punido por corrupção, simbolizando o foco da operação na integridade das instituições judiciais.
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