Na sexta-feira (26/04/2025), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), participou do congresso estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB), realizado em São Paulo. Durante o evento, Alckmin reafirmou o compromisso do partido com a democracia, criticou a violência política e celebrou a renovação partidária. Na ocasião, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), anunciou sua intenção de disputar o governo de São Paulo em 2026.
Alckmin iniciou sua fala relembrando marcos históricos do PSB e do Brasil, ressaltando a criação do partido em 1945 e seu papel no processo de redemocratização pós-ditadura militar.
“A democracia é o bem maior, é o povo que decide, é ele o protagonista e o povo erra menos que as elites”, afirmou o vice-presidente.
Criticando regimes autoritários, Alckmin enfatizou que “as ditaduras suprimem a liberdade em nome do pão, mas não entregam nem a liberdade nem o pão prometido”, recordando o período final do regime militar no Brasil, marcado por inflação elevada, fome e desemprego.
Sem citar nomes, Alckmin também condenou a escalada da violência política:
“Enquanto uns planejam assassinar adversários, o governo Lula é do diálogo”.
Segundo ele, a administração atual tem compromisso com a justiça social, defendendo um Estado civilizatório e contrário ao liberalismo econômico do século XVIII.
Márcio França confirma pré-candidatura ao governo de São Paulo
O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, aproveitou o congresso para oficializar sua disposição em disputar as eleições para o governo paulista em 2026. Segundo França, sua decisão já foi comunicada internamente ao PSB, e ele aguarda apenas o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para formalizar a pré-candidatura.
“Em 2022, desisti da candidatura a pedido do presidente para apoiar Fernando Haddad. Como Haddad já manifestou que não será candidato, o caminho natural é que eu dispute o governo”, afirmou.
França, crítico da gestão do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontou dificuldades na área da segurança pública e contestou a condução da privatização da Sabesp.
“São Paulo vive uma sensação de insegurança. Os dados até melhoram, mas o sentimento de medo persiste”, disse.
Sobre a venda da empresa de saneamento, questionou:
“R$ 15 bilhões entraram no caixa do governo e ninguém sabe o destino. As ações dobraram de valor em dois meses”.
Estratégia política para 2026 e articulações partidárias
Márcio França destacou que sua candidatura busca ampliar alianças eleitorais, atraindo apoio de setores com os quais o PT enfrenta resistências, como servidores públicos, policiais e comunidades evangélicas.
“Posso agregar onde o PT tem mais dificuldade”, afirmou.
Sobre a composição da chapa presidencial, França avaliou como improvável que o PT abdique da vice-presidência ocupada hoje por Geraldo Alckmin.
“Vice bom é aquele que não aparece muito. Alckmin ajuda e não cria problemas”, afirmou, defendendo a manutenção do atual arranjo político.
O congresso do PSB reforçou a estratégia do partido de fortalecer sua posição nacional em aliança com o governo federal, mirando a sucessão paulista como parte de uma estratégia mais ampla para 2026.








Deixe um comentário