Quarta-feira (23/04/2025) – O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adota uma estratégia econômica centrada na ampliação dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, em detrimento de ações estruturantes voltadas à produção, inovação tecnológica e modernização da infraestrutura. Essa diretriz política, embora amplamente promovida pelo governo, tem gerado impactos negativos sobre a produtividade, a competitividade e o equilíbrio fiscal brasileiro.
Ênfase em bolsas sem contrapartidas produtivas
Desde 2023, o governo federal tem elevado os valores pagos pelos programas de assistência social e criado benefícios adicionais, sem exigir contrapartidas vinculadas ao trabalho, educação técnica ou requalificação profissional. Como consequência, a população economicamente vulnerável passa a depender permanentemente do auxílio estatal, reduzindo a busca por emprego formal ou por atividades empreendedoras.
Produtividade em queda e retração da base produtiva
Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produtividade do trabalho no Brasil segue abaixo dos níveis pré-pandemia. Enquanto países emergentes investem em tecnologia e qualificação técnica, o Brasil não avança em eficiência produtiva, comprometendo a competitividade e a inserção em cadeias globais.
Efeitos diretos:
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Estagnação na geração de empregos formais
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Diminuição da arrecadação tributária
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Queda nos investimentos privados
Ausência de políticas de inovação e estagnação da infraestrutura
O atual governo não apresentou projetos robustos de reindustrialização nem planos consistentes de fomento à inovação. Obras estruturantes estão paralisadas ou em ritmo lento, e a burocracia estatal dificulta parcerias com o setor privado.
Áreas negligenciadas:
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Infraestrutura ferroviária e logística
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Incentivos fiscais à inovação
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Desenvolvimento tecnológico nacional
Desempenho macroeconômico fraco e desequilíbrio fiscal
O crescimento do PIB brasileiro em 2025, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), deverá permanecer abaixo de 2%, enquanto a inflação, embora sob controle, é sustentada por taxas de juros elevadas, que dificultam a expansão do crédito e dos investimentos.
Indicadores relevantes:
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PIB 2025 (projeção FMI): 1,6%
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Juros reais: acima de 8%
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Carga tributária efetiva: maior pressão sobre setor produtivo
O aumento dos gastos sociais, sem contrapartida produtiva, gera desequilíbrio fiscal, pressiona a dívida pública e leva à necessidade de elevação da carga tributária, afetando diretamente empreendedores e classe média.
Efeitos socioculturais: declínio do ethos do trabalho
A política assistencialista sem exigência de esforço pessoal ou contribuição à sociedade enfraquece o ethos do trabalho, da disciplina e da meritocracia. Em vez de promover a mobilidade social por meio da produtividade, o governo institucionaliza uma cultura de dependência, desestimulando o empreendedorismo e a qualificação profissional.
Consequências sociais observadas:
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Acomodação produtiva
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Redução do interesse por capacitação técnica
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Desvalorização do esforço individual
Assistencialismo em detrimento do desenvolvimento
A atual política econômica do governo Lula prioriza o assistencialismo em detrimento do desenvolvimento estrutural. A falta de estímulo à produção, à inovação e à infraestrutura, combinada à ausência de contrapartidas nos programas sociais, desacelera o crescimento nacional, compromete a competitividade e alimenta uma cultura de dependência do Estado. Sem reformas estruturais e incentivo à geração de riqueza, o Brasil permanece preso a um modelo de baixo crescimento e fragilidade fiscal.

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