Arroba do boi gordo fecha abril de 2025 em R$ 300 com alta acumulada de 8,6%, aponta Cooperfeira

Cotação manteve estabilidade nas últimas semanas de abril, apesar de registrar picos pontuais de R$ 310,00 em alguns lotes.

Feira de Santana, terça-feira, 30/04/2025 — O preço da arroba do boi gordo encerrou o mês de abril com valorização acumulada de 8,6%, de acordo com levantamento semanal realizado pela Cooperfeira (Cooperativa Pecuária de Feira de Santana). A cotação, que iniciou o mês em R$ 276,25 (01/04), chegou a R$ 300,00 na quinzena seguinte e permaneceu nesse patamar até o final do mês.

Apesar da estabilidade na média, o relatório técnico da Cooperfeira identificou que em momentos pontuais, especialmente nas semanas de 22 e 29 de abril, alguns lotes foram comercializados a R$ 310,00, evidenciando oscilações acima da média nos valores de mercado.

A análise técnica da Cooperfeira aponta que não houve fatores conjunturais ou estruturais relevantes que justificassem os picos de preço e a posterior estabilidade observada no mercado local. A manutenção do valor médio em R$ 300,00 pode estar vinculada à acomodação natural do mercado durante o período de safra, um comportamento considerado típico para esta época do ano.

Essa valorização acumulada é positiva para o produtor, mas a ausência de um fator determinante para a estabilidade, mesmo com picos de R$ 310,00, indica que o mercado segue em observação e sem tendência clara de alta ou baixa”, avaliou a equipe técnica da Cooperfeira.

Indicadores de mercado – Abril de 2025

Abaixo, os principais números consolidados do mês de abril, segundo a Cooperfeira:

  • Menor cotação: R$ 276,25 (01/04)

  • Maior cotação registrada: R$ 310,00 (picos nas semanas de 22 e 29/04)

  • Cotação média final: R$ 300,00

  • Variação mensal: +8,6%

  • Variação na última semana: 0% (estabilidade)

Cotação do boi gordo, frango e suíno em São Paulo

O preço do boi gordo apresentou nova retração nesta quinta-feira (01/05/2025), sendo cotado a R$ 318,85 por arroba no estado de São Paulo, o que representa queda de 0,33% no comparativo diário. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), referência nacional na apuração de preços do setor agropecuário.

Frango congelado e resfriado têm queda

No segmento de aves, o mercado registrou redução nos preços do frango. O quilo do frango congelado foi negociado a R$ 8,58, enquanto o frango resfriado alcançou R$ 8,68, ambos com variação negativa frente ao fechamento anterior.

Essa oscilação ocorre em um cenário de oferta ajustada e demanda em ritmo moderado, refletindo o comportamento do consumidor e a sazonalidade do mercado interno. Apesar da retração, os valores permanecem dentro da média registrada no mês de abril.

Carcaça suína e suíno vivo seguem estáveis

Já o mercado suinícola apresentou estabilidade nos preços. A carcaça suína especial segue cotada a R$ 12,87 o quilo, sem variações em relação ao dia anterior.

O suíno vivo também manteve estabilidade nas principais praças produtoras. Em Minas Gerais, o preço permanece em R$ 8,54 o quilo. No Paraná, a cotação ficou em R$ 8,24, enquanto em Santa Catarina o valor foi de R$ 8,13, todos sem alteração.

Pressão de curto prazo e perspectiva de médio prazo

A queda no preço do boi gordo pode estar relacionada à redução momentânea na demanda dos frigoríficos, aliada a um aumento pontual na oferta de animais prontos para abate. A pressão de baixa, entretanto, deve ser analisada com cautela, considerando a influência de exportações e consumo interno nos próximos ciclos de comercialização.

No caso do frango e do suíno, a estabilidade nos preços indica equilíbrio entre oferta e demanda, o que demonstra certa resiliência do setor diante das oscilações macroeconômicas. A manutenção de patamares firmes, especialmente na carcaça suína, sinaliza uma sustentação mínima de rentabilidade para os produtores.

Relevância do levantamento para o setor

A Cooperfeira realiza monitoramento semanal dos preços da arroba do boi gordo na região de Feira de Santana, oferecendo informações atualizadas que servem como base técnica e econômica para decisões de pecuaristas, frigoríficos, comerciantes e agroindústrias. Os dados permitem o acompanhamento sistemático da cadeia produtiva, além de fornecer subsídios para negociação, planejamento de abates e estratégias comerciais.


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