Presidente Lula destaca papel da cultura na democracia durante entrega da Ordem do Mérito Cultural

Atriz Fernanda Torres, protagonista do filme Ainda Estou Aqui, ganhador do Oscar, foi uma das premiadas durante a cerimônia.
Atriz Fernanda Torres, protagonista do filme Ainda Estou Aqui, ganhador do Oscar, foi uma das premiadas durante a cerimônia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na terça-feira (20/05/2025), da cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Cultural, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. O evento marcou a retomada da principal honraria pública do setor, suspensa desde 2019, e celebrou os 40 anos do Ministério da Cultura (MinC).

Durante o discurso, o presidente enfatizou a relevância da cultura como instrumento de defesa da democracia, geração de emprego e formação da identidade nacional. Lula destacou que “é preciso lembrar sempre da extraordinária contribuição da cultura para a defesa da democracia”.

A edição deste ano homenageou 112 pessoas e 14 instituições. Os reconhecimentos foram distribuídos em três graus: Grã-Cruz, Comendador e Cavaleiro, de acordo com o nível de contribuição prestada à cultura brasileira. Entre os condecorados estão Alcione, Ary Fontoura, Laura Cardoso, Chitãozinho e Xororó, Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Xuxa, além de homenagens póstumas a Marília Mendonça, Paulo Gustavo e Aldir Blanc.

O filme brasileiro “Ainda Estou Aqui”, primeiro brasileiro vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, também esteve representado na cerimônia, com a condecoração do diretor Walter Salles Jr., do autor do livro que inspirou o filme, Marcelo Rubens Paiva, e da atriz Fernanda Torres. O filme aborda a trajetória da advogada Eunice Paiva, símbolo da resistência contra a ditadura militar, tema que reforça a relação entre cultura e memória democrática.

A cerimônia também marcou o relançamento da Ordem do Mérito Cultural, com ampla participação popular. O Ministério da Cultura recebeu 11.318 sugestões de nomes por meio de formulário digital. Os segmentos com maior número de indicações foram: artes cênicas (26,5%), música (22,1%), literatura (12,2%), audiovisual (9,9%) e culturas urbanas (8,5%).

O evento foi realizado no Palácio Gustavo Capanema, que foi reinaugurado após restauro iniciado em 2019, com investimento de R$ 84 milhões por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As obras incluíram a recuperação da estrutura, modernização de instalações e restauração do mobiliário e jardins, sob supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Construído entre 1937 e 1945, o edifício é considerado um ícone da arquitetura modernista brasileira, com projeto de Lúcio Costa, colaboração de Oscar Niemeyer e consultoria de Le Corbusier. O prédio de 16 pavimentos, tombado em 1948, voltará a abrigar escritórios do MinC e áreas de acesso público.

Lula também mencionou a sanção recente da lei que torna permanente a Política Nacional Aldir Blanc, considerada a maior política cultural da história do Brasil, com repasse de R$ 15 bilhões até 2029 para fomento de culturas locais por estados e municípios.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou que a cerimônia reafirma o compromisso do governo com a cultura e a democracia. Segundo ela, o atual mandato presidencial promove a recriação do Ministério da Cultura, a realização da 4ª Conferência Nacional de Cultura e o avanço de políticas culturais em todo o país.


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