O confronto entre Israel e Irã atingiu um novo patamar de gravidade no domingo (15/06/2025), com a intensificação de ataques militares e retaliações mútuas que deixaram mais de 400 mortos no Irã e ao menos 14 mortos em Israel, além de milhares de feridos em ambos os países. As hostilidades já são consideradas as mais severas da história do conflito bilateral, com impactos diretos sobre negociações diplomáticas em curso, a estabilidade econômica global e o aumento do risco de uma guerra regional de grandes proporções.
A ofensiva mútua entrou no terceiro dia com bombardeios israelenses em território iraniano e lançamentos de mísseis por Teerã contra cidades israelenses, incluindo Tel Aviv, Haifa e Bat Yam. Ambas as partes rejeitam qualquer cessar-fogo, apesar da pressão internacional.
Alvos estratégicos e expansão do raio de ataque
Israel lançou sua ofensiva mais extensa desde sexta-feira (13/06/2025), atingindo infraestruturas no leste do Irã, como o aeroporto internacional de Mashhad, a mais de 2.300 km de seu território. Especialistas classificam o ataque como um marco técnico e estratégico.
Em retaliação, o Irã disparou mísseis balísticos e de curto alcance a partir de diversas bases militares. Os projéteis atingiram áreas urbanas e instalações logísticas israelenses. Sirenes antiaéreas foram acionadas em Tel Aviv, Bat Yam, Tamra e Jerusalém.
Infraestrutura e alvos militares nas instalações críticas atingidas no Irã
Israel confirmou ter destruído instalações nucleares em Natanz, Isfahan e Fordow, além de refinarias e terminais em South Pars, Asalouieh e Abadan. O ataque resultou em alta imediata no preço do petróleo no mercado internacional.
Eliminação de lideranças da Guarda Revolucionária
As Forças de Defesa de Israel anunciaram a morte de Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária, de Mohammad Kazemi, chefe de Inteligência, e do vice-comandante Hassan Mohaqeq, atingidos em um bombardeio. O premiê Benjamin Netanyahu afirmou que a ação pode “levar à mudança de regime no Irã”.
Em Teerã, civis recorrem a escolas, mesquitas e estações de metrô como abrigos. Em Israel, famílias permanecem em refúgios subterrâneos. Organizações humanitárias alertam para colapso dos serviços básicos nas zonas de conflito.
Alianças regionais e risco de guerra ampla
Grupos aliados ao Irã ampliaram a mobilização:
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O Hezbollah elevou o nível de prontidão no Líbano;
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Os houthi, no Iêmen, afirmaram ter lançado mísseis contra Israel;
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O Reino Unido deslocou caças para contingência, enquanto os EUA reforçaram bases no Golfo.
O Irã ameaçou considerar bases dos EUA, Reino Unido e França como alvos legítimos caso apoiem diretamente Israel.
Impactos econômicos: petróleo e mercados globais
A instabilidade provocou oscilações nos mercados:
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O brent subiu 2,9%, alcançando US$ 76,37;
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O WTI avançou para US$ 75,01;
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Bolsas asiáticas e europeias abriram a semana em queda.
O Estreito de Ormuz, por onde transita 20% do petróleo mundial, pode ser fechado, segundo militares iranianos.
Balanço de vítimas e danos de Israel e do Irã: divergências nos números
Dados do Ministério da Saúde do Irã indicam 244 mortos e 1.277 feridos em 65 horas de ataques. Outras fontes apontam 224 a 406 mortos e centenas de feridos. Em Teerã, Israel atingiu cerca de 80 alvos, incluindo o Ministério da Defesa, depósitos de combustível e centros logísticos, causando congestionamentos, colapso de serviços e evacuação em massa.
Em Israel, o número oficial de mortos subiu para 13, podendo chegar a 14 conforme fontes independentes. Foram registradas 380 pessoas feridas. Mísseis romperam o sistema Domo de Ferro e atingiram prédios residenciais em Bat Yam (6 mortos, incluindo duas crianças) e Tamra (4 mulheres). Refinarias em Haifa foram parcialmente destruídas.
Reações diplomáticas, riscos geopolíticos, negociações canceladas e tensões com os EUA
O governo iraniano cancelou a rodada de negociações sobre o acordo nuclear com os EUA, prevista para domingo. Donald Trump confirmou apoio tático a Israel com a interceptação de mísseis iranianos que ameaçavam bases americanas, mas vetou o plano de assassinar o aiatolá Ali Khamenei para evitar a escalada.
G7 convoca reunião extraordinária
Líderes do G7 anunciaram cúpula emergencial. A França e a Alemanha propuseram retomar o diálogo nuclear. Ursula von der Leyen declarou que o Irã é “fonte de instabilidade”, enquanto Emmanuel Macron rejeitou a participação da Rússia na mediação.
Conflito paralelo em Gaza e agravamento da crise humanitária
Enquanto a tensão se intensifica, forças israelenses mataram 59 palestinos em Gaza, segundo a Al Jazeera, em ataques a áreas próximas a pontos de distribuição de ajuda humanitária.
Alvos civis e estratégicos sob fogo
A ofensiva militar entre Israel e Irã evolui de forma alarmante, com alvos civis e estratégicos sob fogo direto, elevando o risco de um conflito interestatal no Oriente Médio. A paralisia diplomática, os impactos nos mercados e a retórica bélica reforçam o potencial desestabilizador global da crise. A ausência de interlocução confiável entre as partes e a fragmentação das alianças internacionais dificultam uma solução de curto prazo.








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