O Governo da Bahia e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) anunciaram nesta segunda-feira (14/07/2025) a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de avaliar os impactos da nova política tarifária dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e propor alternativas para proteger a economia baiana.
A medida foi oficializada durante reunião entre o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, com a presença de secretários estaduais e representantes do setor produtivo. A iniciativa ocorre em resposta às taxações comerciais impostas pelo governo norte-americano, previstas para entrar em vigor em agosto de 2025.
Estratégias para enfrentar a política tarifária dos EUA
O grupo de trabalho terá como missão principal propor estratégias econômicas e comerciais capazes de mitigar os efeitos das novas tarifas, preservar os investimentos e manter os níveis de emprego e renda na Bahia.
Entre os encaminhamentos prioritários estão:
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A avaliação do impacto setorial das tarifas sobre produtos exportados pela Bahia;
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A elaboração de alternativas diplomáticas e comerciais junto ao governo federal e organismos internacionais;
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A defesa de uma política industrial regional voltada para a diversificação de mercados.
Produtos baianos afetados pelas tarifas norte-americanas
Segundo informações apresentadas durante a reunião, 8,3% das exportações da Bahia têm os Estados Unidos como destino. Os principais produtos afetados incluem:
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Celulose
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Derivados de cacau
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Pneus
Esses setores integram cadeias produtivas complexas, gerando efeitos diretos e indiretos sobre a atividade econômica estadual. Outros segmentos igualmente sensíveis à taxação incluem o setor petroquímico, mineração e agronegócio.
Riscos e alternativas diplomáticas
Durante o encontro, representantes do governo e da indústria manifestaram preocupação com o que classificaram como instabilidade institucional provocada pela mudança de regras comerciais por parte dos EUA. A utilização de tarifas como instrumento político, segundo os participantes, compromete a segurança jurídica internacional e ameaça a confiabilidade do mercado norte-americano.
Apesar da necessidade de respostas firmes do Brasil, os representantes baianos defenderam que eventuais retaliações comerciais sejam conduzidas por vias diplomáticas, evitando prejuízos ainda maiores à economia nacional e regional. O consenso foi de que ações unilaterais devem ser enfrentadas com diálogo, negociação multilateral e cooperação internacional.
Próximas atividades
O grupo de trabalho passará a se reunir regularmente e deverá elaborar um relatório técnico com diagnóstico e propostas de curto e médio prazo. O documento será encaminhado ao governo federal, ao Ministério das Relações Exteriores e a entidades nacionais como a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Além disso, estão previstas rodadas de diálogo com embaixadas, câmaras de comércio internacionais e bancos de desenvolvimento, com vistas à diversificação de mercados e à redução da dependência de mercados voláteis.

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