Nesta quinta-feira (17/07/2025), o escritor Joaci Góes publicou na Tribuna da Bahia o artigo intitulado “A marcha da insensatez”, no qual apresenta uma análise crítica sobre a política externa e a conjuntura institucional do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o autor, o Brasil atravessa um dos momentos de maior irrelevância diplomática de sua história, caracterizado por alianças com regimes autoritários e crescente afastamento de democracias consolidadas.
“O Brasil nunca conheceu uma fase de tamanha irrelevância diplomática quanto a atual”, escreveu Góes, referindo-se à aproximação do governo brasileiro com países como Venezuela, Nicarágua, Rússia, China, Coreia do Norte e Irã, em detrimento de uma relação construtiva com nações como Estados Unidos, países europeus e Israel.
O autor também lamenta a perda de protagonismo do Brasil na América do Sul, região que, segundo ele, o país já liderou politicamente no passado recente.
Crítica à aliança entre Executivo e Judiciário
Além da política externa, Joaci Góes critica a condução da política interna, afirmando que o país vive um momento de “corrupção galopante do tecido democrático”. Segundo o artigo, isso se deve à aliança entre o Executivo e setores do Poder Judiciário, diante de um Congresso “vacilante” e refém da interferência judicial.
“O Legislativo tem sua ação limitada pela dependência de parte dos seus membros da boa vontade do Judiciário”, afirma o articulista. Ele também critica o que chama de impunidade institucionalizada, mencionando a absolvição de envolvidos em escândalos como o Mensalão e a Operação Lava Jato.
Tarifa de Trump e impacto político
O artigo menciona ainda o recente tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. Para Joaci Góes, a medida tem caráter generalizado (erga omnes), mas pode atingir com maior dureza países considerados “autocráticos” ou hostis à política externa americana.
“Houve endurecimento contra as nações fascistas, lideradas pela China e a Rússia, podendo alcançar o Brasil, pelo ostensivo empenho do Presidente Lula em arvorar-se […] como o inimigo público nº 1 de Tio Sam.”
Nesse contexto, o autor sugere que a deterioração das relações com os EUA é, em parte, consequência direta da postura adotada por Lula, a quem acusa de buscar antagonizar com Trump para fins eleitorais.
Paralelos com a Venezuela
Góes estabelece um paralelo entre o atual governo brasileiro e o regime chavista da Venezuela, prevendo que uma eventual reeleição de Lula poderá consolidar um caminho de declínio institucional e econômico, semelhante ao vivido por Caracas.
“Numa improvável reeleição do atual governo, o Brasil tem tudo para concluir a trajetória de Hugo Chávez e Nicolás Maduro”, afirma o autor.
Conclusão e advertência ao eleitorado
Encerrando o artigo, Joaci Góes faz uma advertência ao povo brasileiro, conclamando-o a refletir sobre os rumos políticos do país. Segundo ele, os efeitos de uma mentalidade de “terceiro-mundismo ideológico” mantêm o Brasil num ciclo de estagnação e isolamento.
“Caberá ao povo brasileiro decidir se muda para solo firme ou permanece no pântano em que se encontra.”







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