A Câmara de Recursos do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu, por unanimidade, neste mês de julho de 2025, abrir processo disciplinar para apurar a presença de eleitores falecidos nas eleições internas do partido nos municípios baianos de Camaçari e Barro Preto. A medida foi adotada após recurso apresentado pela chapa de oposição “Partido Forte”, que contesta a validade do pleito realizado no início de julho de 2025.
Apuração de irregularidades e possíveis anulações
De acordo com a decisão da instância recursal, foi reconhecida a existência de irregularidades no processo eleitoral, ainda que sem definição imediata da extensão dos problemas. O texto determina a formação de uma comissão estadual para investigar o caso e avaliar a necessidade de anulação de urnas.
A medida ocorre após denúncia de que ao menos cinco pessoas já falecidas votaram em Camaçari e uma em Barro Preto. A reportagem do Estadão, que revelou o caso, também teve acesso a certidões de óbito e listas de votação assinadas que comprovariam a fraude.
Contestação da oposição interna
A chapa Partido Forte, responsável pela denúncia, foi derrotada na disputa que elegeu Tássio Brito, aliado do senador Jaques Wagner (PT-BA), como novo presidente estadual da sigla. Em nota interna, a chapa afirmou que o Processo de Eleição Direta (PED) 2025 “virou uma gincana de vale-tudo eleitoral”, em alusão ao suposto uso de votos fraudulentos.
O diretório estadual do PT confirmou a anulação dos votos atribuídos a eleitores falecidos, mas manteve a validade do pleito nas duas cidades. A chapa derrotada pretende recorrer à direção nacional do partido para tentar reverter o resultado.
Histórico de fraudes e judicializações
A atual denúncia se soma a episódios anteriores de contestação no partido. Em 2017, o PT anulou votações em 30 municípios paulistas por suspeitas de fraudes semelhantes, incluindo votos de filiados já falecidos.
O PED 2025 também foi marcado por acusações de filiações em massa, supostos golpes internos e judicialização de resultados, evidenciando conflitos e disputas pelo controle político partidário na Bahia.
Caso de Lapão (BA) e participação de vereador do PSDB
Outro episódio envolvendo irregularidade no PED ocorreu no município de Lapão (BA), onde um vereador filiado ao PSDB, Dida Bento, participou da eleição do PT. Segundo o parlamentar, sua participação foi autorizada pela presidente municipal do PSDB, Suely Dourado, que é casada com o presidente local do PT.
A justificativa apresentada foi que o vereador havia sido filiado ao PT anteriormente e ainda constava na lista de votantes. A Câmara de Recursos do PT, porém, rejeitou o recurso que questionava o resultado da votação no município, mantendo o pleito.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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