STF condena envolvidos nos atos de 8 do Janeiro por furto de item do Congresso e liderança de acampamento golpista

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Nelson Ribeiro Fonseca Júnior a 17 anos de prisão por sua participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Entre os crimes imputados está o furto de uma bola autografada pelo jogador Neymar, que estava exposta no museu da Câmara dos Deputados.

O julgamento foi realizado em plenário virtual e encerrado na segunda-feira (30/06/2025). Por maioria, os ministros decidiram também que o réu deve indenizar em R$ 30 milhões os danos causados pela depredação, valor que será dividido entre todos os condenados pelos atos golpistas.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustentou que Nelson invadiu o Congresso Nacional, participou das depredações e subtraiu o item esportivo, configurando furto qualificado. A pena também abrange os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa.

Os votos favoráveis à pena de 17 anos partiram do relator Alexandre de Moraes e dos ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia. O ministro Cristiano Zanin divergiu, propondo pena de 15 anos. Já Luiz Fux sugeriu 5 anos e 6 meses de reclusão.

Argumentos da defesa e devolução do objeto

A defesa do acusado alegou que não houve ampla defesa e contraditório no processo e que o STF não teria competência legal para julgar o caso, argumentos que foram rejeitados pelo colegiado.

Em 28 de janeiro de 2023, Nelson se apresentou voluntariamente à Polícia Federal em Sorocaba (SP) e devolveu a bola. Em depoimento, afirmou que o objeto estava fora de seu recipiente de proteção e que o teria recolhido com a intenção de devolvê-lo posteriormente.

STF também condena réu por liderar acampamento golpista em Brasília

Na mesma sessão, o STF condenou Diego Dias Ventura a 14 anos de prisão por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo a PGR, ele atuou como líder do acampamento golpista em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, e participou diretamente dos atos na Praça dos Três Poderes.

O relator Alexandre de Moraes votou pela condenação, seguido por Flávio Dino e Cármen Lúcia. O ministro Cristiano Zanin defendeu pena de 11 anos, e Luiz Fux propôs 9 anos e 6 meses de reclusão. Diego também foi condenado ao pagamento de R$ 30 milhões de forma solidária com os demais envolvidos.

A defesa argumentou que Diego participou apenas de uma manifestação pacífica e não possui vínculo com os atos de vandalismo. Ele foi preso em 2023, mas respondia ao processo em liberdade.

*Com informações da Agência Brasil.


Descubra mais sobre Jornal Grande Bahia (JGB)

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




Deixe um comentário

Banner de Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.
Banner com tema Assine o JGB no Google.

Descubra mais sobre Jornal Grande Bahia (JGB)

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo