O mercado de cassino online no Brasil entrou em 2025 com tração inédita e um retrato estatístico robusto: o Ministério da Fazenda contabiliza 78 empresas autorizadas operando 182 marcas, sinal de um ecossistema já pulverizado e competitivo. No primeiro semestre, o GGR somou R$ 17,4 bilhões e 17,7 milhões de CPFs únicos fizeram apostas, números que explicam por que o país virou prioridade para entrantes que miram a vertical de cassino online no Brasil.
Desse montante, 12% são destinações legais — R$ 2,14 bilhões no semestre — com esportes e turismo entre os principais beneficiários, reforçando a narrativa de que a regulação já redistribui parte da arrecadação para políticas públicas. O impulso regulatório veio acompanhado de fiscalização mais ativa: apenas entre janeiro e junho, a taxa de fiscalização recolhida foi de R$ 49,28 milhões; houve o bloqueio de 15.463 URLs irregulares e a remoção de conteúdos em redes sociais, indicadores de um esforço crescente contra a oferta ilegal.
No mesmo pacote, o governo publicou diretrizes de jogo responsável para os cassinos online no Brasil — autolimites, monitoramento de risco, proibição de publicidade para menores e mensagens obrigatórias de alerta — e estruturou um grupo interministerial com medidas como plataforma centralizada de autoexclusão e protocolos de atendimento na rede pública de saúde, alinhando expansão econômica e proteção ao consumidor.
O movimento das operadoras confirma a maturidade deste novo ciclo para o setor. Dados recentes de um cassino online no Brasil mostraram avanço em reconhecimento regional, com uma forte presença no Rio Grande do Sul (53%) e avanço em mercados-chave como Rio de Janeiro (36%), Minas Gerais (31%) e São Paulo (26%), além do Rio Grande do Norte (31%) no Nordeste. No comparativo anual, o reconhecimento assistido da marca chegou a 23% — cinco pontos acima de 2024 — superando concorrentes.
Segundo uma pesquisa da ENV Media, as verticais com maior mercado no Brasil seguem lideradas pelas apostas esportivas (38,8%), com as loterias públicas logo atrás (37,4%), um dado que sugere que a legalização contínua estimula mais adultos a reconhecerem sua participação. Mesmo assim, chama atenção a força de formatos tradicionais frente a produtos digitais mais dinâmicos: cerca de 21,6% dos respondentes se declaram fãs de cassino, enquanto puzzles e jogos casuais recuam para algo em torno de 21% (queda de cinco pontos no comparativo), encurtando a distância para o Jogo do Bicho (20,3%).
Apesar do avanço regulatório, a agenda de controle ainda tem lacunas. A CPI das Bets, instalada no Senado para investigar o setor e propor novos mecanismos de fiscalização, encerrou os trabalhos em junho de 2025 sem aprovar um relatório final. A rejeição — por quatro votos a três — derrubou um pacote que incluía propostas como restrições à publicidade, limites de tempo de aposta, cadastro nacional com autoexclusão e regras mais duras para “bônus” e “apostas grátis”, além de medidas de transparência sobre patrocínios e rastreabilidade de operações.
Na prática, o fechamento da CPI esvaziou um debate que poderia complementar o esforço executivo já em curso — como os acordos de cooperação com entidades de integridade (Sportradar, IBIA, Genius, SIGA, 360IN) e a articulação com a Anatel para derrubar sites ilegais — e deixou para o próximo ciclo legislativo a tarefa de fechar as brechas que ainda permitem a atuação de operadores sem licença.
O retrato de 2025, portanto, combina três forças: um mercado aquecido de cassino online no Brasil, um bloco de operadoras que disputa território com estratégias de marca cada vez mais sofisticadas e uma regulação que já entrega resultados, mas precisa de continuidade política para ampliar a proteção ao consumidor e a integridade esportiva.

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