O vereador Ismael Bastos (PL) criticou nesta terça-feira (19/08/2025) a retenção de 15% dos recursos destinados pelo Governo Federal ao pagamento do piso salarial de enfermeiros e técnicos de enfermagem, valores que, segundo ele, seriam apropriados pelos sindicatos das categorias. Do montante de R$ 12 milhões enviados para pagamento do piso, R$ 1,7 milhão seriam destinados aos cofres sindicais.
Questionamentos sobre uso dos recursos
Durante a sessão da Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador comparou a situação com a atuação da APLB, que receberia um valor equivalente ao duodécimo anual da Câmara referente a precatórios de professores. Bastos questionou a destinação desses montantes, afirmando que, se os sindicatos atuassem exclusivamente em favor dos trabalhadores, cobrariam apenas taxas de manutenção em vez de valores expressivos.
Proposta de mudança nas negociações
O parlamentar adiantou que estuda apresentar um projeto de lei para que as negociações salariais ocorram diretamente entre servidores e órgãos públicos, eliminando o intermédio dos sindicatos. O objetivo, segundo Bastos, é evitar a possibilidade de cobranças consideradas extorsivas e garantir que a totalidade dos recursos chegue aos trabalhadores.
Contexto financeiro
O debate sobre retenção de valores por sindicatos ocorre em meio a discussões sobre transparência e eficiência na utilização de recursos públicos destinados a categorias profissionais, como enfermeiros, técnicos de enfermagem e professores. A proposta legislativa pretende revisar a forma como os repasses são realizados e aumentar o controle sobre o uso dos valores destinados aos pisos salariais.











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