O documentário “Cartas Para”, dirigido por Vânia Lima e produzido por Têm Dendê Produções, foi selecionado para a mostra Première Brasil: Novos Rumos do Festival do Rio 2025. O filme apresenta as rotinas e trocas de cartas entre Elisa Lucinda (Brasil), Paulina Chiziane (Moçambique) e Raquel Lima (Portugal), revelando suas trajetórias como escritoras na diáspora e os desafios enfrentados frente a racismo, machismo e xenofobia.
Exibições e debates programados
A première acontece no dia 5 de outubro de 2025, às 18h45, no Estação Gávea 2, com sessão exclusiva para convidados. No dia 06, haverá sessão às 16h15 no Estação Rio 5, seguida de debate com equipe e elenco, com ingressos disponíveis pela ingresso.com. No dia 07, o público terá acesso a sessão aberta às 18h, no CineCarioca José Wilker 1, também com venda de ingressos online.
Narrativa e temática do documentário
O filme explora o cotidiano das escritoras, suas trocas de nove cartas transatlânticas e reflexões sobre colonialismo, identidade cultural e futuro da Língua Portuguesa. A narrativa combina sons, espiritualidade e expressão corporal, evidenciando como as escritoras lidam com obstáculos sociais e culturais.
Perfis das escritoras
Elisa Lucinda descreve o poema como uma carta, considerando a escrita uma ferramenta pessoal e social. Paulina Chiziane, primeira mulher negra a publicar romance em Moçambique e vencedora do Prêmio Camões (2021), aborda a escrita como espaço de exorcismo e resistência. Raquel Lima, doutoranda em Pós-Colonialismos e Cidadania Global na Universidade de Coimbra, reflete sobre a língua como espaço de poder e reinvenção cultural.
Direção, produção e equipe
Vânia Lima afirma que o filme foi desenvolvido em parceria com as escritoras, destacando a experiência colaborativa na construção narrativa. A direção de produção é de Bruno Ramos, fotografia de Cláudio Antônio e produção executiva de Keyti Souza e Taguay Tayussy. O projeto envolveu profissionais do Brasil, Moçambique e Portugal, e conta com distribuição da Lança Filmes. A obra foi financiada pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), via Prodecine/2016 e Suporte Automático, gerido pelo BRDE e Ancine.








Deixe um comentário