Empresário sugere aliança entre governador Jerônimo Rodrigues e prefeito José Ronaldo para Eleições 2026 na Bahia

Um episódio inusitado marcou a agenda do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em Feira de Santana. Durante a inauguração do Centro de Excelência em Zootecnia, o empresário Dilson Chagas, conhecido como Rei Momo, surpreendeu ao pedir publicamente o “casamento político” entre Jerônimo e o prefeito José Ronaldo (UB), sugerindo a formação de uma chapa conjunta para as eleições de 2026.

No meio da cerimônia, o empresário Dilson Chagas (Rei Momo) se aproximou dos dois políticos, os abraçou e declarou diante de apoiadores e da imprensa:

Grava o vídeo aí, grava o vídeo. Vamos fazer logo esse casamento aqui, Jerônimo governador e Zé Ronaldo vice-governador. Aí é primeiro turno na cabeça”.

O gesto provocou risos e aplausos dos presentes, enquanto Jerônimo e Zé Ronaldo apenas sorriram, sem confirmar ou negar a possibilidade. O episódio viralizou rapidamente nas redes sociais e abriu espaço para discussões sobre o cenário eleitoral da Bahia.

O peso eleitoral de Feira de Santana

Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, é considerada tradicional termômetro político das eleições estaduais. O município tem histórico de forte disputa entre grupos ligados ao PT e à oposição liderada por Zé Ronaldo, figura central da política local há décadas.

A sugestão de uma chapa entre Jerônimo e José Ronaldo toca em um ponto sensível: a união de forças políticas historicamente adversárias. No imaginário eleitoral local, a hipótese de uma aliança é vista como viável e de grande impacto, podendo reduzir a fragmentação e ampliar as chances de vitória no primeiro turno.

Viabilidade política e estratégias eleitorais

Embora o episódio tenha surgido em tom descontraído, analistas avaliam que a movimentação revela um desejo crescente de parte da oposição feirense por uma composição estratégica. Uma eventual aliança entre Jerônimo e José Ronaldo alteraria profundamente o tabuleiro político estadual, desafiando os tradicionais arranjos de polarização.

Além disso, a força simbólica de Feira de Santana como reduto estratégico e sua influência nas disputas majoritárias fazem com que a especulação seja acompanhada com atenção por lideranças políticas em Salvador e Brasília.

Fronteiras partidárias

O episódio revela como gestos simbólicos em eventos locais podem ganhar força na narrativa política estadual. A sugestão de uma aliança entre Jerônimo e José Ronaldo, ainda que sem confirmação, expõe a fragilidade das fronteiras partidárias em um cenário de disputas acirradas. Mais do que uma brincadeira, a cena funciona como teste público da receptividade popular a uma composição que seria considerada improvável até pouco tempo atrás.

Confira vídeo


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