O deputado estadual Marcelino Galo (PT) acusou, neste domingo (05/10/2025), o ex-prefeito de Salvador e ex-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), de espalhar uma fake news sobre um suposto toque de recolher no município de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A mensagem, publicada nas redes sociais, gerou pânico entre moradores de várias cidades da região antes de ser desmentida oficialmente pela Polícia Militar, que identificou e prendeu o autor do boato.
Reação política e acusação de irresponsabilidade
Segundo Galo, o episódio reflete um padrão de comportamento político marcado pela irresponsabilidade e falta de compromisso com a verdade. O parlamentar afirmou que a disseminação de notícias falsas representa uma grave ameaça à democracia e à segurança da população, sobretudo quando parte de figuras públicas com ampla visibilidade digital.
“É inadmissível que um ex-prefeito e aspirante a governador se comporte como propagador de mentira. Essa inconsequência é habitual em ACM Neto, que prefere o caos à verdade. Um político que sonha em se eleger novamente precisa aprender a ser honesto com a população”, declarou o deputado.
Investigação policial e contexto regional
De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o autor do vídeo com a falsa informação foi localizado e detido após a circulação do conteúdo em grupos de WhatsApp e páginas locais. O caso foi encaminhado à Delegacia Territorial de Cachoeira, que instaurou inquérito para apurar o crime de disseminação de notícia falsa capaz de causar alarme público.
O suposto “toque de recolher” mencionado no vídeo nunca foi decretado por qualquer autoridade municipal ou estadual. Segundo a Polícia Militar, o clima de insegurança foi rapidamente controlado após o esclarecimento dos fatos, mas o impacto psicológico e social da fake news se espalhou, afetando o comércio local e a rotina dos moradores.
Repercussão e disputa política
A denúncia de Marcelino Galo insere-se num contexto de disputa política intensa entre o Partido dos Trabalhadores e ACM Neto, que mantém forte influência no interior baiano e segue como um dos principais nomes da oposição estadual.
O episódio reacendeu o debate sobre o uso das redes sociais para fins eleitorais, especialmente após casos recorrentes de desinformação política envolvendo temas de segurança pública. Parlamentares petistas defenderam que o Ministério Público Estadual e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) apliquem sanções rigorosas a figuras públicas que se beneficiam da divulgação de conteúdo falso.
Fake news e responsabilidade pública
A disseminação de informações falsas com potencial de gerar pânico social é tipificada no artigo 41 da Lei de Contravenções Penais, podendo resultar em detenção e multa. Além do aspecto jurídico, o caso destaca a necessidade de responsabilidade no uso das plataformas digitais por agentes políticos.
Especialistas em comunicação política avaliam que o episódio reforça a importância da verificação de fatos e da transparência institucional, uma vez que a desinformação digital tornou-se um instrumento recorrente de manipulação da opinião pública no cenário brasileiro.
Share this:
- Click to print (Opens in new window) Print
- Click to email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Click to share on X (Opens in new window) X
- Click to share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Click to share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Click to share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Click to share on Telegram (Opens in new window) Telegram
Relacionado
Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)
Subscribe to get the latest posts sent to your email.




