Oposição intensifica manobras para barrar empréstimos e trava investimentos estratégicos do Governo da Bahia, diz Rosemberg Pinto 

A sessão de quarta-feira (26/11/2025) na Assembleia Legislativa da Bahia foi marcada por tensão política após a oposição impedir o avanço da votação que autorizaria novos empréstimos ao Governo do Estado. A suspensão — provocada por uma manobra do deputado Sandro Régis (União Brasil) — interrompeu um acordo de não verificação de quórum e travou deliberações essenciais para a continuidade de obras estratégicas em áreas como saúde, infraestrutura e segurança pública. O líder da maioria, deputado Rosemberg Pinto (PT), reagiu afirmando que a obstrução revela “descompromisso com a verdade fiscal e com o povo baiano”.

A interrupção da sessão ocorre em um momento em que o Executivo busca ampliar seu programa de investimentos estruturantes. Segundo Rosemberg Pinto, todos os empréstimos solicitados pelo governador Jerônimo Rodrigues são respaldados pelo equilíbrio fiscal do Estado, com projeções oficiais que apontam queda no nível de endividamento ao longo dos próximos dez anos, mesmo com as novas contratações de crédito.

Os recursos têm como destino obras de impacto direto sobre a qualidade de vida da população, abrangendo expansão da saúde pública, reforço da segurança, modernização da educação e execução de projetos de infraestrutura urbana e rodoviária. As operações financeiras previstas, afirma o governo, integram uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo e visam estimular a economia, gerar empregos e ampliar a capacidade de atração de investimentos privados.

A obstrução surpreendeu parlamentares da base após acordo prévio que previa o andamento regular da pauta, sem verificações regimentais que paralisassem a sessão. Com a manobra, a votação foi suspensa antes de chegar aos itens relacionados ao crédito internacional.

Crítica à estratégia da oposição

Para Rosemberg Pinto, a tática da oposição evidencia ausência de compromisso com o debate técnico e com a análise real das contas públicas. O líder governista sustenta que os argumentos utilizados contra os empréstimos carecem de embasamento e distorcem informações amplamente disponíveis junto à Secretaria da Fazenda (Sefaz).

Segundo ele, qualquer consulta aos dados fiscais oficiais demonstraria que a Bahia mantém trajetória de endividamento sustentável, resultado de políticas de gestão financeira implementadas ao longo dos últimos anos. A oposição, ao justificar a obstrução sob o argumento de responsabilidade fiscal, estaria ignorando fatos verificáveis e criando um entrave artificial ao avanço de políticas públicas.

Rosemberg defendeu ainda que a contratação de crédito é prática usual em estados com capacidade fiscal sólida e que os recursos são essenciais para evitar interrupção de obras estruturantes. Ele questionou o posicionamento oposicionista ao afirmar:

“A oposição é contra o desenvolvimento social e econômico da Bahia? É contra criar condições para maior prosperidade do povo baiano?”.

Efeitos políticos e institucionais da obstrução

A disputa em torno dos empréstimos reforça o ambiente de polarização que tem marcado a tramitação de projetos estratégicos no Legislativo baiano. A obstrução representa atraso na execução de obras já planejadas e contratadas, além de gerar insegurança política e institucional para financiamentos internacionais.

No cenário econômico estadual, eventuais atrasos podem repercutir na cadeia produtiva, reduzindo o ritmo de geração de empregos e afetando a capacidade de execução de calendários de obras públicas. Do ponto de vista político, a estratégia oposicionista busca desgastar o governo em áreas sensíveis, especialmente no campo da infraestrutura e da saúde — setores que têm forte impacto eleitoral.


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